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333

Lucas Guido

333

Como é gostoso poder sentar
Todo dia no mesmo altar
Eu até olho o cardápio
Mas peço sempre a mesma comida

A discussão é comigo mesmo
Esfacelado em planos, perdendo os cabelos
Tentando fraudar só por um dia a rotina

E começo com o pé esquerdo
Tento tudo ao avesso, um maço inteiro
Cubro todos espelhos pra fugir da minha própria mentira

Então deixe viver, mas eu quero matar todos vocês
Eu quero matar, matar, matar, matar e morrer

Porque 333 metade do diabo que eu sou
Nem cruz nem água podem me deter agora
Porque 333 metade do diabo que eu sou
Nem bala de prata nem alho vão apagar minhas mordidas

Eu não sei viver em paz
Eu não sei viver em paz
Eu não

Eu sou um poeta das contra capas
O catavento dos ventos alívios das relações
O desinteressado, o desinteressante
O desesperado na busca incessante
O conformado sem verdade própria do criador

Das frases sem efeito que agora no peito regurgita a alma
O trecho troncha, inútil sentimento pra que sintam pena
Me peçam calma pra que alguém sem tempo
Tempo perca lendo as bobagens que me passam a hora
O decadente que o tempo esmaga
Em suma tristeza pura que não passa não passa

Porque 333 metade do diabo que eu sou
Nem cruz nem água podem me deter agora
Porque 333 metade do diabo que eu sou
Nem bala de prata nem alho nem bugalho vão apagar minhas mordidas

Eu não sei viver em paz
Eu não sei viver em paz
Eu não
Eu não sei viver, não
Eu não
Paz não
Eu não sei viver em
Eu não sei viver não
Eu não paz
Eu não sei viver em
Eu não sei viver, não sei viver em paz
Não sei viver em paz, em paz não sei viver
Em paz não sei viver, viver em paz não sei
Não sei viver em paz, não sei viver
Eu não sei viver não, eu não paz não
Eu não sei viver em paz não eu não
Eu não sei viver em paz não
Eu não sei viver

333

Qué rico es poder sentarse
todos los días en el mismo altar
Incluso miro el menú
pero siempre pido la misma comida

La discusión es conmigo mismo
desmoronándome en planes, perdiendo cabello
Intentando engañar solo por un día la rutina

Y empiezo con el pie izquierdo
intentando todo al revés, un paquete entero
Cubro todos los espejos para huir de mi propia mentira

Así que déjalos vivir, pero quiero matarlos a todos ustedes
Quiero matar, matar, matar, matar y morir

Porque 333, mitad del diablo que soy
Ni cruz ni agua pueden detenerme ahora
Porque 333, mitad del diablo que soy
Ni bala de plata ni ajo borrarán mis mordidas

No sé vivir en paz
No sé vivir en paz
No

Soy un poeta de las contraportadas
El girasol de los vientos, alivio de las relaciones
El desinteresado, lo desinteresante
El desesperado en la búsqueda constante
El conformado sin verdad propia del creador

De frases sin efecto que ahora en el pecho regurgita el alma
El fragmento torcido, sentimiento inútil para que sientan lástima
Pídanme calma para que alguien sin tiempo
pierda tiempo leyendo las tonterías que me ocupan la hora
El decadente que el tiempo aplasta
En suma tristeza pura que no pasa, no pasa

Porque 333, mitad del diablo que soy
Ni cruz ni agua pueden detenerme ahora
Porque 333, mitad del diablo que soy
Ni bala de plata ni ajo ni nada borrarán mis mordidas

No sé vivir en paz
No sé vivir en paz
No
No sé vivir, no
No
Paz no
No sé vivir en
No sé vivir no
No paz
No sé vivir en
No sé vivir, no sé vivir en paz
No sé vivir en paz, en paz no sé vivir
En paz no sé vivir, vivir en paz no sé
No sé vivir en paz, no sé vivir
No sé vivir no, no paz no
No sé vivir en paz no, no
No sé vivir en paz no
No sé vivir

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