395px

Doce de Coco

Luciana Souza

Doce de Coco

Venho implorar pra você repensar em nós dois
Não demolir o que ainda restou pra nós dois
Sabes que a língua do povo é muito mais traiçoeira
Quer incendiar desordeíra atear fogo ao fogo

Tu sabes bem quantas portas tem meu coração
E os punhais cravados pela ingratidão
Sabes também quanto é passageira essa desavença
Não maltrates o amor

Se o problema é pedir, implorar
Vem aqui, fica aqui
Pisa aqui neste meu coração
Que é so teu, todinho teu

E o escorraça e faz dele de gato
E sapato e o inferniza e o ameaça pisando, ofendendo, desconsiderando descomposturando com todo o vigor

Mas se tal não bastar o remédio é tocar
Este barco do jeito que está sem duas vezes se cogitar

Doce de coco meu bom bocado meu mau pedaço de fato
És o esparadrapo que não desgrudou de mim

Doce de Coco

Vengo a implorarte que reconsideres en nosotros dos
No demoler lo que aún queda para nosotros dos
Sabes que la lengua del pueblo es mucho más traicionera
Quiere incendiar desorden, avivar el fuego con fuego

Sabes bien cuántas puertas tiene mi corazón
Y los puñales clavados por la ingratitud
Sabes también lo pasajera que es esta discordia
No maltrates el amor

Si el problema es pedir, implorar
Ven aquí, quédate aquí
Pisa en este corazón mío
Que es solo tuyo, completamente tuyo

Y lo rechazas y lo conviertes en gato
Y zapato y lo atormentas y lo amenazas pisando, ofendiendo, desconsiderando, descomponiendo con todo el vigor

Pero si eso no es suficiente, la solución es zarpar
Este barco tal como está, sin pensarlo dos veces

Doce de coco, mi buen bocado, mi mal pedazo de hecho
Eres el esparadrapo que no se despegó de mí

Escrita por: Hermínio Bello de Carvalho / Jacob Do Bandolim