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Pozo de Hombría

Ludovic

Poço de Hombridade

Desde que eu me entendo por gente
Volta e meia eu tenho o mesmo sonho

Quer dizer, são dois os meus sonhos recorrentes
Mas um deles nem é tão ruim assim
Nesse outro, que é o mais perturbador de todos
Eu me vejo conversando com um pequeno grupo de pessoas quando
De repente, eu sinto todos os meus dentes se soltando na minha boca
Sem qualquer explicação razoável
Todos eles tentando avançar na direção da minha garganta

Sem outra opção, eu encerro a conversa imediatamente
E saio andando com pressa pela rua
Tentando fazer com quem ninguém perceba o que está acontecendo
O que se revela um esforço completamente inútil
Porque os dentes, surpreendentemente brancos, volumosos e arredondados
Começam a escapar da minha boca
Empurrados por uma violenta cachoeira de sangue
E espalhafatosamente caem na palma da minha mão

Desesperado, eu tento pedir socorro e o sonho acaba
Exatamente aí

Eu acordo sempre nessa parte

Pozo de Hombría

Desde que tengo memoria
De vez en cuando tengo el mismo sueño

Quiero decir, tengo dos sueños recurrentes
Pero uno de ellos no es tan malo
En el otro, el más perturbador de todos
Me veo hablando con un pequeño grupo de personas cuando
De repente, siento que todos mis dientes se sueltan en mi boca
Sin ninguna explicación razonable
Todos intentan avanzar hacia mi garganta

Sin otra opción, termino la conversación de inmediato
Y salgo caminando rápidamente por la calle
Tratando de que nadie note lo que está sucediendo
Un esfuerzo completamente inútil
Porque los dientes, sorprendentemente blancos, voluminosos y redondeados
Comienzan a escapar de mi boca
Empujados por una violenta cascada de sangre
Y caen estruendosamente en la palma de mi mano

Desesperado, intento pedir ayuda y el sueño termina
Justo ahí

Siempre despierto en esa parte

Escrita por: Jair Naves