No ventre da densa mata
Nem o vento quer passar
Olhos vermelhos à caça
Vigiando quem vai matar
Vulto de forma incerta
Passo leve sem pisar
Anhangá é um alerta
Para quem vai caçar
Caçador que tudo mata
Na mata não vai matar
Um assobio de Anhangá
E ninguém mais sai de lá
Do caçador, do homem mau
Anhangá protege a vida
Um escudo ancestral
Se o justo vê o perigo
Basta alto suplicar
Valha-me Anhangá
E sua vida vai salvar
Quem mata pela fome
Não acorda Anhangá
Se é prazer que lhe consome
Vai ver os seus no lugar
Anhangá vigia a mata
Noite e dia a zelar
Muita gente a maltrata
Quem sobra pra ajudar?
Por isso se faz urgente
Toda gente se juntar
Proteger fauna e flora
Pro Anhangá descansar
Do caçador, do homem mau
Anhangá protege a vida
Um escudo ancestral
Se o justo vê o perigo
Basta alto suplicar
Valha-me Anhangá
E sua vida vai salvar
Escrita por: Luis H. Rocha