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Volar

Luise Fernanda

Voar

Pensativo
Vejo o céu
Suas cidades o escarcéu
Suas lembranças limitadas de uma vida sem réu

Minha vida construída por meus erros e acertos
Mas quem foi que me explicou o que é certo e o que não é

Desta vida eu sou refém
Neste mundo eu sou ninguém
A procura de um sentido que me faça ir além
Desesperado, inexplicável, inflexível; imperdoável
Esse tempo nem deu tempo de amar e ser amado

Constroem sonhos impossível de alcançar
Materializam sua alma e você mesmo pagar
E me pergunto se ainda chego lá
Se há motivo compatível que me faça levantar

Vida mortal, tão irreal
Eu vejo o caos e é tão normal
Recitam sonhos como grito de uma vida infernal

Tiram seus olhos pra anular
Tiram sua boca pra calar
Mas se esquecem da sua alma que ainda quer voar

Essa cobrança como fardo a carregar
Já perguntou o que da vida você fez para ganhar
Eles disseram que crescer é prosperar
Mas aos 18 eu já não tenho mais razão pra respirar

Vida mortal, tão irreal
Eu vejo o caos e é tão normal
Recitam sonhos como grito de uma vida infernal
Tiram seus olhos pra anular
Tiram sua boca pra calar
Mas se esquecem da sua alma que ainda quer voar

Volar

Pensativo
Veo el cielo
Sus ciudades el alboroto
Sus recuerdos limitados de una vida sin culpable

Mi vida construida por mis errores y aciertos
Pero ¿quién me explicó qué es correcto y qué no lo es?

De esta vida soy prisionero
En este mundo soy nadie
Buscando un sentido que me haga ir más allá
Desesperado, inexplicable, inflexible; imperdonable
Este tiempo ni siquiera dio tiempo para amar y ser amado

Construyen sueños imposibles de alcanzar
Materializan tu alma y tú mismo pagas
Y me pregunto si todavía llegaré allá
Si hay una razón compatible que me haga levantarme

Vida mortal, tan irreal
Veo el caos y es tan normal
Recitan sueños como un grito de una vida infernal

Te quitan los ojos para anular
Te quitan la boca para callar
Pero se olvidan de tu alma que aún quiere volar

Esta carga como un fardo que llevar
¿Has preguntado qué has hecho en la vida para ganar?
Ellos dijeron que crecer es prosperar
Pero a los 18 ya no tengo razón para respirar

Vida mortal, tan irreal
Veo el caos y es tan normal
Recitan sueños como un grito de una vida infernal
Te quitan los ojos para anular
Te quitan la boca para callar
Pero se olvidan de tu alma que aún quiere volar

Escrita por: Luíse Fernanda / Marcos Paulo