Sou do Banco
É que o matuto deu de garra dos papéis
E foi bater no banco de juazeiro
Tirou dinheiro e comprou cinco vaquinhas
E para tanto contratou logo um vaqueiro
O tangedor montou logo um alazão
Abriu os peitos no aboio que não tem fim
Coitada da boiada encabulada
Com o chocalho tocando assim
Eu sou do banco, do banco do Brasil
Do banco do Nordeste, cabra da peste
No Ceará eu sou do Bec
Mas em Pernambuco sou do Bandepe
Bandepe, Bandepe, Bandepe, Bandepe
E lá vai ele assustando a matutada
Em cada casa só se ouve um zum-zum-zum
Gado famoso e bonito desse tipo
Só quem possui é Feitosa dos Inhamús
Se alguém pergunta de quem é essa boiada
Ele responde: É de seu Zé Clementino
É aí que o gado emperra, o gado berra
Que o vaqueiro ta mentindo
Eu sou do banco, do banco do Brasil
Do banco do Nordeste, cabra da peste
No Ceará eu sou do Bec
Mas em Pernambuco sou do Bandepe
Bandepe, Bandepe, Bandepe, Bandepe
Ich bin von der Bank
Der Landwirt hat die Papiere in die Hand genommen
Und ist zur Bank in Juazeiro gegangen
Hat Geld abgehoben und fünf Kühe gekauft
Und dafür gleich einen Viehhirten engagiert
Der Treiber schwang sich auf ein rotes Pferd
Er öffnete die Brust im endlosen Gesang
Arme Viehherde, die verlegen ist
Mit dem Glöckchen, das so läutet
Ich bin von der Bank, von der Bank von Brasilien
Von der Bank des Nordens, ein harter Bursche
In Ceará bin ich von der Bec
Aber in Pernambuco bin ich von der Bandepe
Bandepe, Bandepe, Bandepe, Bandepe
Und da geht er, die Landbevölkerung erschreckend
In jedem Haus hört man nur ein Summen
So berühmtes und schönes Vieh
Das hat nur Feitosa aus Inhamús
Wenn jemand fragt, wem diese Herde gehört
Antwortet er: Es gehört Zé Clementino
Da bleibt das Vieh stehen, das Vieh schreit
Weil der Viehhirte lügt
Ich bin von der Bank, von der Bank von Brasilien
Von der Bank des Nordens, ein harter Bursche
In Ceará bin ich von der Bec
Aber in Pernambuco bin ich von der Bandepe
Bandepe, Bandepe, Bandepe, Bandepe