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Marabaixo

Luiz Gonzaga

Marabaixo

Aonde tu vai rapaz

Aonde tu vai rapaz
Por esses campos sozinho
Vou construir minha morada
Lá nos campos do Laguinho

Quando vim da minha casa
Me perguntou como passou
Rapaz eu não tenho casa
Tu me dá um armador

Destelhei a minha casa
Com a intenção de retelhar
Mas a Santa Engrácia não fica
Como a gente pode ficar?

Estava na minha casa
Conversando com a companheira
Não tenho pena da terra
Só tenho do meu coqueiro

Largo de São João
Já não tem nome de santo
Hoje é reconhecido
Por Barão do Rio Branco

A Avenida Getúlio Vargas
Tá ficando que é um primor
Essas casas foram feitas
Pra só morar os doutor

Dia primeiro de junho
Eu não respeito o senhor
Eu saio gritando viva
Para o nosso governador

Marabaixo

¿A dónde vas, chico?

¿A dónde vas, chico?
Por estos campos solo
Voy a construir mi hogar
Allá en los campos del Laguinho

Cuando salí de mi casa
Me preguntaron cómo me fue
Chico, no tengo casa
¿Me das un lugar donde quedarme?

Desmantelé mi casa
Con la intención de volver a techarlas
Pero la Santa Engrácia no se queda
¿Cómo podemos quedarnos?

Estaba en mi casa
Charlando con mi compañera
No tengo pena de la tierra
Solo tengo por mi cocotero

El Largo de San Juan
Ya no tiene nombre de santo
Hoy es reconocido
Como Barón del Río Branco

La Avenida Getúlio Vargas
Está quedando de maravilla
Estas casas fueron hechas
Para que solo vivan los doctores

El primero de junio
No respeto al señor
Salgo gritando viva
Por nuestro gobernador

Escrita por: Julião Tomaz Ramos