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Lampião - No era tonto

Luiz Gonzaga

Lampião - Era Besta Não

Lampião, Lampião
Foi cabra valente
Era de enganchar
Do princípio ao fim
Vou mostrar que Lampião
Não era tão valente assim

Lampião era valente
Valente como ele só
Mas levou uma carreira
Dois cabras de Mossoró
O pique tão danado
Que lascou o mocotó

Lampião quando pegava
Macaco, não tinha dó
Quando o cabra trastejava
Ele dava no gogó
Porém Maria Bonita
O enrolava no cocó

Lampião de Vila Bela
Baixa Verde e Pajeú
Nunca se esqueceu da velha
Serra de Tacaratu
Nunca foi contar farofa
Pras bandas de Novo Exu

Lampião tava dançando
Xaxado em Nazaré
Quando chegou Mane Neto
Cabroeira deu no pé
Se esconderam no serrote
Em Bom Nome, São José

Lampião - No era tonto

Lampião, Lampião
Era un cabra valiente
Enganchaba desde el principio
Hasta el final
Voy a mostrar que Lampião
No era tan valiente

Lampião era valiente
Valiente como nadie más
Pero recibió una paliza
De dos cabras de Mossoró
La carrera fue tan intensa
Que le destrozó el talón

Lampião cuando agarraba
A un macaco, no tenía piedad
Cuando el cabra se resistía
Él le daba en la garganta
Pero Maria Bonita
Lo envolvía en el barro

Lampião de Vila Bela
Baixa Verde y Pajeú
Nunca olvidó la vieja
Serra de Tacaratu
Nunca fue a contar chismes
Por los lados de Novo Exu

Lampião estaba bailando
Xaxado en Nazaré
Cuando llegó Mane Neto
Los bandidos se escondieron
En el cerro
En Bom Nome, São José

Escrita por: Luiz Gonzaga, Solange Veras