No Ceará Não Tem Disso Não
Tenho visto tanta coisa
Nesse mundo de meu Deus
Coisas que prum cearense
Não existe explicação
Qualquer pinguinho de chuva
Fazer uma inundação
Moça se vestir de cobra
E dizer que é distração
Vocês cá da capital
Me adesculpe esta expressão
No Ceará não tem disso não
Não tem disso não, não tem disso não
No Ceará não tem disso não
Não tem disso não, não tem disso não
Não, não, não
No Ceará não tem disso não
Não, não, não
No Ceará não tem disso não
Nem que eu fique aqui dez anos
Eu não me acostumo não
Tudo aqui é diferente
Dos costumes do sertão
Num se pode comprar nada
Sem topar com tubarão
Vou voltar pra minha terra
No primeiro caminhão
Vocês vão me adesculpar
Mas arrepito essa expressão
No Ceará não tem disso não
Não tem disso não, não tem disso não
No Ceará não tem disso não
Não tem disso não, não tem disso não
Não, não, não
No Ceará não tem disso não
Não, não, não
No Ceará não tem disso não
Im Ceará gibt's das nicht
Ich habe so viel gesehen
In dieser Welt, oh mein Gott
Dinge, die für einen Cearense
Nicht zu erklären sind
Jeder kleine Tropfen Regen
Verursacht eine Überschwemmung
Mädchen sich als Schlange verkleiden
Und sagen, das sei Ablenkung
Ihr hier aus der Hauptstadt
Entschuldigt bitte diesen Ausdruck
Im Ceará gibt's das nicht
Gibt's das nicht, gibt's das nicht
Im Ceará gibt's das nicht
Gibt's das nicht, gibt's das nicht
Nein, nein, nein
Im Ceará gibt's das nicht
Nein, nein, nein
Im Ceará gibt's das nicht
Selbst wenn ich hier zehn Jahre bleibe
Ich gewöhne mich nicht daran
Alles hier ist anders
Als die Bräuche im Hinterland
Man kann nichts kaufen
Ohne auf einen Haifisch zu stoßen
Ich werde in meine Heimat zurückkehren
Im ersten Lastwagen
Ihr werdet mir verzeihen
Aber ich betone diesen Ausdruck
Im Ceará gibt's das nicht
Gibt's das nicht, gibt's das nicht
Im Ceará gibt's das nicht
Gibt's das nicht, gibt's das nicht
Nein, nein, nein
Im Ceará gibt's das nicht
Nein, nein, nein
Im Ceará gibt's das nicht