Cala a boca, Zé Bedeu
Que mulher danada
Essa que eu arranjei
Ela é uma jararaca, meu Deus
Com ela eu me casei
Quando está desesperada
Fala, fala pra chuchu
E quando abre a matraca
Logo vem o sururu
Ontem, falando com ela, ela gritou
"Cala a boca, Zé Bedeu...
Não se meta comigo
Porque na minha vida
Quem manda sou eu"
Ontem quando eu cheguei em casa
...às sete horas...
Tava com a mala na mão
...às sete horas...
Dizendo que ia embora
...às sete horas...
Nas asas de um gavião
Olhou pra mim
E me disse sem pestanejar
"Eu vou pro Rio de Janeiro
Ver o escrete brasileiro jogar"
¡Cállate la boca, Zé Bedeu!
Qué mujer tan traviesa
La que me conseguí
Ella es una víbora, Dios mío
Con ella me casé
Cuando está desesperada
Habla, habla sin parar
Y cuando abre la boca
Luego viene el alboroto
Ayer, hablando con ella, gritó
'¡Cállate la boca, Zé Bedeu!
No te metas conmigo
Porque en mi vida
Quien manda soy yo'
Ayer cuando llegué a casa
...a las siete horas...
Tenía la maleta en la mano
...a las siete horas...
Diciendo que se iba
...a las siete horas...
En las alas de un gavilán
Me miró
Y me dijo sin titubear
'Voy a Río de Janeiro
A ver jugar al equipo brasileño'