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Amanecí

Luiza Boê

Amanheci

Eu vendei meus próprios olhos
Anoiteceu aqui dentro
E eu já não enxergo nada

Essa voz dentro de mim
É tão cruel
Eu me traí
Quando eu me tornei
As vozes crueis
Que eu ouvi

Ah ah ah ah

Mas eu tenho um Sol na garganta
E ele tem tanta luz
A leveza me espanta
E o denso me seduz

É preciso resistência
Pra alvorada da existência
Paciência

Então amanheci
E me vi
Eu me vi
Eu me vi

Om
Bhur bhuvah svah
Tat savitur varenyam
Bhargo devasya dheemah
Dhiyo yo naha prachodayat

Om
Bhur bhuvah svah
Tat savitur varenyam
Bhargo devasya dheemah
Dhiyo yo naha prachodayat

Amanecí

Vendé mis propios ojos
Anocheció aquí adentro
Y ya no veo nada

Esta voz dentro de mí
Es tan cruel
Me traicioné
Cuando me convertí
En las voces crueles
Que escuché

Ah ah ah ah

Pero tengo un Sol en la garganta
Y tiene tanta luz
La ligereza me sorprende
Y lo denso me seduce

Se necesita resistencia
Para el amanecer de la existencia
Paciencia

Así que amanecí
Y me vi
Me vi
Me vi

Om
Bhur bhuvah svah
Tat savitur varenyam
Bhargo devasya dheemah
Dhiyo yo naha prachodayat

Om
Bhur bhuvah svah
Tat savitur varenyam
Bhargo devasya dheemah
Dhiyo yo naha prachodayat

Escrita por: Luiza Boê