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Engaño

Luiza Boê

Engodo

Eu deixei que você me guiasse a mão
Não parei pra reparar que seus olhos não me seguiam não
O meu batom escuro, o lábio mudo
O teu suor no meu
Sua dança só não me cansa
Porque espero ainda um beijo teu

E depois, você diz no meu ouvido
Que quer dançar colado assim
Sempre comigo
Não me vem com esse papo
Eu sou moça e me viro só
Nesse jogo eu não caio
Mas pago pra ver

Você parou porque não gostou
Que eu te olhei assim
E me girou tentando encontrar
Uma versão minha que te dissesse sim
Mas foi aí, que o meu perfume encontrou o desejo teu
Mesmo calada, no olhar eu te dizia
Não fico, adeus

Um segundo a mais aqui
E eu não resisto
O seu cheiro grudado em mim
Segue os meus passos e eu despisto
Não adianta chamar meu nome
Porque eu fujo e não volto mais
Nesse engodo eu não caio
Nem pago pra ver

Engaño

Dejé que me guiaras de la mano
No me detuve a notar que tus ojos no me seguían
Mi labial oscuro, el labio mudo
Tu sudor en mí
Tu baile no me cansa
Porque aún espero un beso tuyo

Y luego, dices en mi oído
Que quieres bailar pegado así
Siempre conmigo
No vengas con esa charla
Soy una chica y me las arreglo sola
En este juego no caigo
Pero pago por ver

Te detuviste porque no te gustó
Que te mirara así
Y me giraste intentando encontrar
Una versión mía que te dijera que sí
Pero fue entonces, que mi perfume encontró tu deseo
Aunque en silencio, mi mirada te decía
No me quedo, adiós

Un segundo más aquí
Y no resisto
Tu olor pegado en mí
Sigue mis pasos y yo despisto
No sirve llamarme por mi nombre
Porque huyo y no vuelvo más
En este engaño no caigo
Ni pago por ver

Escrita por: Luiza Boê