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Ven

Luiza Possi

Venha

Venha sem pressa
Sem nada
Não faça nada para impressionar
Ninguém, ninguém

Ouça o silêncio que deixa
A alma livre pra poder cantar
E amar, e só

Dei a volta no mundo
Procurei você
Perguntei pra qualquer um
Ninguém soube dizer
Eu andei por estradas
Sem saberporque
Sem te encontrar

Venha sem pressa
Sem nada
Não faça nada para impressionar
Ninguém, ninguém

Ouça o silêncio que deixa
A alma livre pra poder cantar
E amar, e só

Tantas guerras eu perdi
Por ter razão demais
Quantos dias se passaram
Sem eu perceber
Quantos anos eu gastei
Antes de conhecer
O meu próprio cais
Subi muros que não soube mais como descer
Quebrei minhas ilusões
E tinha que perder
Tropecei no desespero e corri
Até vencer o medo de me escutar

Venha sem pressa
Sem nada
Não faça nada para impressionar
Ninguém, ninguém

Ouça o silêncio que deixa
A alma livre pra poder cantar
E amar, e só

Ven

Ven sin apuro
Sin nada
No hagas nada para impresionar
A nadie, a nadie

Escucha el silencio que libera
El alma para poder cantar
Y amar, y solo eso

Di la vuelta al mundo
Te busqué
Pregunté a cualquiera
Nadie supo decir
Caminé por caminos
Sin saber por qué
Sin encontrarte

Ven sin apuro
Sin nada
No hagas nada para impresionar
A nadie, a nadie

Escucha el silencio que libera
El alma para poder cantar
Y amar, y solo eso

Tantas guerras perdí
Por tener demasiada razón
Cuántos días pasaron
Sin darme cuenta
Cuántos años gasté
Antes de conocerte
Mi propio puerto
Subí muros que no supe cómo bajar
Rompi mis ilusiones
Y tenía que perder
Tropecé en la desesperación y corrí
Hasta vencer el miedo de escucharme

Ven sin apuro
Sin nada
No hagas nada para impresionar
A nadie, a nadie

Escucha el silencio que libera
El alma para poder cantar
Y amar, y solo eso

Escrita por: Bárbara Rodrix / Luiza Possi