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Caballo Negro

Luizinho, Limeira e Zezinha

Cavalo Preto

Tenho meu cavalo preto
Por nome de Ventania
Um laço de doze braça
Do couro de uma novilha

Tenho um cachorro bragado
Que é pra minha companhia
Eu sou um caboclo folgado
Ai, eu não tenho família

No lombo do meu cavalo
Eu viajo o dia inteiro
Vou de um estado pra outro
Eu não tenho paradeiro

Quem quiser ser meu patrão
Me ofereça mais dinheiro
Eu sou muito conhecido
No Triângulo Mineiro

Tenho uma capa gaúcha
Que eu troquei por um boi carreiro
Tenho dois pelego grande
Que é pura lã de carneiro

Um me serve de colchão
E outro de travesseiro
Com a minha capa gaúcha
Eu me cubro o corpo inteiro

Adeus que eu já vou partindo
Vou pousar noutra cidade
Depois de amanhã bem cedo
Quero estar em Piedade

Deus me deu esse destino
E muitas felicidade
Onde eu passo com o meu preto
Deixo rastro de saudade
Onde eu passo com o meu preto
Deixo rastro de saudade

Caballo Negro

Tengo mi caballo negro
Con el nombre de Ventania
Un lazo de doce brazas
De cuero de una ternera

Tengo un perro jaspeado
Que es para mi compañía
Soy un campesino holgazán
Ay, no tengo familia

En el lomo de mi caballo
Viajo todo el día
De un estado a otro
No tengo un lugar fijo

Quien quiera ser mi patrón
Que me ofrezca más dinero
Soy muy conocido
En el Triángulo Mineiro

Tengo una capa gaucha
Que cambié por un buey carretero
Tengo dos peludos grandes
Que son pura lana de carnero

Uno me sirve de colchón
Y el otro de almohada
Con mi capa gaucha
Me cubro todo el cuerpo

Adiós que ya me voy
A descansar en otra ciudad
Pasado mañana temprano
Quiero estar en Piedade

Dios me dio este destino
Y muchas felicidades
Donde paso con mi negro
Dejo huella de nostalgia
Donde paso con mi negro
Dejo huella de nostalgia

Escrita por: Anacleto Rosas Jr.