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No soy gaúcho

Luizinho, Limeira e Zezinha

Não Sou Gaúcho

Me chamaram de gaúcho
Porque eu bebo chimarrão
Como charque de bacheiro
Cozinhado no estradão

Levo um laço enrodiado
Na garupa do burrão
Me chamaram de gaúcho
Mas não sou gaúcho não

Minha bota é sanfonada
Espora de aço bão
Uso lenço no pescoço
Que é de fino padrão

Tenho bombacha de linho
Que eu mandei cortar a mão
Me chamaram de gaúcho
Mas não sou gaúcho não

Vivo na lida de gado
Por gostar da inclinação
Durmo no rancho de estrada
Nos recantos do sertão

E na ponta do meu laço
Amanhece meu burrão
Me chamaram de gaúcho
Mas não sou gaúcho não

Fui criado no Rio Grande
Com muita satisfação
Ainda era bem criança
Quando eu fui pra Jaguarão

Trago aquela gauchada
Dentro do meu coração
Sou mineiro de nascência
Eu não sou gaúcho não

No soy gaúcho

Me llamaron gaúcho
Porque tomo mate
Como charqui de carnicero
Cocinado en el camino

Llevo un lazo enrollado
En la grupa del caballo
Me llamaron gaúcho
Pero no soy gaúcho

Mis botas son acordonadas
Espuelas de acero bueno
Uso pañuelo en el cuello
De fino patrón

Tengo bombacha de lino
Que mandé a cortar a medida
Me llamaron gaúcho
Pero no soy gaúcho

Vivo trabajando con ganado
Porque me gusta la inclinación
Duermo en el rancho de la carretera
En los rincones del sertão

Y en la punta de mi lazo
Amanece mi caballo
Me llamaron gaúcho
Pero no soy gaúcho

Fui criado en Rio Grande
Con mucho gusto
Aún era muy niño
Cuando fui a Jaguarão

Llevo a esa gente gaucha
Dentro de mi corazón
Soy minero de nacimiento
Yo no soy gaúcho

Escrita por: Anacleto Rosas Jr. / Torino