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Fuga Nº II

Lulu Santos

Fuga Nº II

Hoje eu vou fugir de casa
Vou levar a mala cheia de ilusão
Vou deixar alguma coisa velha
Esparramada toda pelo chão
Vou correr num automóvel
Enorme, forte, a sorte, a morte a esperar
Vultos altos e baixos
Que me assustavam só em olhar

Pra onde eu vou, ah
Pra onde eu vou, venha também
Pra onde eu vou, venha também
Pra onde eu vou

Faróis altos e baixos
Que me fotografam a me procurar
Dois olhos de mercúrio
Iluminam meus passos a me espionar
O sinal está vermelho
E os carros vão passando
E eu ando, ando, ando
Minha roupa atravessa
E me leva pela mão
Do chão, do chão, do chão

Pra onde eu vou, ah
Pra onde eu vou, venha também
Pra onde eu vou, venha também
Pra onde eu vou

Fuga Nº II

Hoy me escaparé de casa
Llevaré la maleta llena de ilusión
Dejaré algo viejo
Esparcido por todo el suelo
Correré en un automóvil
Enorme, fuerte, la suerte, la muerte esperando
Sombras altas y bajas
Que me asustaban solo con mirar

A dónde voy, ah
A dónde voy, ven también
A dónde voy, ven también
A dónde voy

Luces altas y bajas
Que me fotografían buscándome
Dos ojos de mercurio
Iluminan mis pasos espiándome
El semáforo está en rojo
Y los autos siguen pasando
Y yo camino, camino, camino
Mi ropa atraviesa
Y me lleva de la mano
Del suelo, del suelo, del suelo

A dónde voy, ah
A dónde voy, ven también
A dónde voy, ven también
A dónde voy

Escrita por: Arnaldo Baptista / Sergio Dias