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Celeste

Lumiert

Abro a janela
Enfim posso ver
Algo bem maior
Que ainda me conduz

Algo cedeu
Meu coração
Anseio

Brechas na alma
Espírito
Sangue

Fendas celestes
Que abrangem
O divino

Orquestras de luzes
Anjos no céu
Algo sussurra
No eco do peito

Promessas perdidas
Feridas passadas
Fendas abertas
Em planos distantes

Vozes murmuram
Em ecos profundos
Algo cedeu
Meu coração
Anseio

Brechas na alma
Espírito
Sangue

Fendas celestes
Que abrangem
O divino

Orquestras de luzes
Anjos no céu
Ao viajor
A estrela guia

Ao vazio
A eternidade
Ao silêncio
Uma melodia

Escrita por: Bernardo Gallio dos Santos