Tormenta
De tudo que me incomoda já me libertei,
Há pegadas nos caminhos por onde eu já passei
E pra onde vou é tudo estranho nem eu mesmo sei.
Devagar eu tenho medo de nunca chegar,
Talvez a pressa não me deixe poder enxergar
O que passou de bom por onde eu passei.
Tudo azul mais cai a chuva e apaga o sol,
No tempo escuro eu me sinto só e só
Vou esperar a tormenta passar.
Eu molho o rosto pra poder talvez me libertar,
Frases feitas sem razão talvez vão explicar
O que eu em minha timidez não lhe falei.
Se devagar é quase certo que eu chego lá
Mas a pressa de chegar me faz atordoar
Eu onde estiver bom eu vou ficar.
Tudo azul mais cai a chuva e apaga o sol,
No tempo escuro eu me sinto só e só
Vou esperar a tormenta passar.
Tormenta
De todo lo que me molesta ya me liberé,
Hay huellas en los caminos por donde ya pasé
Y hacia donde voy todo es extraño, ni yo mismo sé.
Poco a poco tengo miedo de nunca llegar,
Quizás la prisa no me deje ver
Lo bueno que pasó por donde estuve.
Todo está azul pero cae la lluvia y apaga el sol,
En el tiempo oscuro me siento solo y solo
Esperaré a que pase la tormenta.
Me mojo la cara para quizás liberarme,
Frases hechas sin razón tal vez explicarán
Lo que en mi timidez no te dije.
Si despacio es casi seguro que llegaré,
Pero la prisa por llegar me confunde
Donde sea que esté bien, ahí me quedaré.
Todo está azul pero cae la lluvia y apaga el sol,
En el tiempo oscuro me siento solo y solo
Esperaré a que pase la tormenta.
Escrita por: Luciano Vife