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Funeral

Lupercais

Funeral

Diante de teus olhos figuras grotescas se formam

O gosto áspero da fatalidade atrela-se ao teu corpo
Ao perceber aqueles momentos como últimos
Tu penetras nos vastos e mórbidos campos
Mórbidos campos do ceifador

Não grite, não grite
Ninguém irá te ouvir
Não chore, não chore
Em teu próprio funeral

Não grite, não grite
Ninguém irá te ouvir
Não chore, não chore
Em teu próprio funeral

Isto me dá exata compreensão de tua micro existência
E do constantemente a te reciclar
Devido a teu vasto conhecimento
Do reino da maldade
Acostuma-te a encontrá-lo
Sempre que usufruir
Da semidivindade da vida

Não grite, não grite
Ninguém irá te ouvir
Não chore, não chore
Em teu próprio funeral

Não grite, não grite
Ninguém irá te ouvir
Não chore, não chore
Em teu próprio funeral

Teu medo
Teu medo
Culminará em dor
Teu medo
Teu medo
Culminará em dor arrebatadora
Posto que um é o alimento do outro

Contorcendo-se, debatendo-se
Não, nunca moverá
As correntes que o cercam
Não, nunca vencerás
O ser oculto que o domina
Advém de teu próprio ser
E se acaso chorares por um
Funeral tranquilo
Amém

Não grite, não grite
Ninguém irá te ouvir
Não chore, não chore
Em teu próprio funeral

Não grite, não grite
Ninguém irá te ouvir
Não chore, não chore
Em teu próprio funeral

Funeral

Ante tus ojos se forman figuras grotescas
El sabor áspero de la fatalidad se une a tu cuerpo
Al darte cuenta de que esos momentos son los últimos
Te adentras en los vastos y mórbidos campos
Los mórbidos campos del segador

No grites, no grites
Nadie te escuchará
No llores, no llores
En tu propio funeral

No grites, no grites
Nadie te escuchará
No llores, no llores
En tu propio funeral

Esto me da una comprensión exacta de tu micro existencia
Y de cómo constantemente te reciclas
Debido a tu vasto conocimiento
Del reino de la maldad
Acostúmbrate a encontrarlo
Siempre que disfrutes
De la semidivinidad de la vida

No grites, no grites
Nadie te escuchará
No llores, no llores
En tu propio funeral

No grites, no grites
Nadie te escuchará
No llores, no llores
En tu propio funeral

Tu miedo
Tu miedo
Culminará en dolor
Tu miedo
Tu miedo
Culminará en un dolor abrumador
Ya que uno es alimento del otro

Retorciéndose, debatiéndose
No, nunca se moverá
Las cadenas que lo rodean
No, nunca vencerás
El ser oculto que te domina
Proviene de tu propio ser
Y si acaso lloras por un
Funeral tranquilo
Amén

No grites, no grites
Nadie te escuchará
No llores, no llores
En tu propio funeral

No grites, no grites
Nadie te escuchará
No llores, no llores
En tu propio funeral

Escrita por: B.I. / Fofão / Sidney Paulino / Tharsila