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Tronco sumergido

Maca Maneschy

Tronco Submerso

Tudo que eu amei estava aqui
Do chão de batido, a cuia de açaí
Por isso não copacabana
Ainda que ela fosse tão bacana
No brilho dos postais que eu recebi
No brilho dos postais que eu recebi

Tudo que amei estava aqui
Da mão de milho ao pé de miriti
E assim não falei na Torre Eiffel
Nos perfumes de Channel
Nem no céu azul do Tennessee
E assim não falei na Torre Eiffel
Nos perfumes de Channel
Nem no céu azul do Tennessee

Desculpe, meu irmão meu canto agreste
Nutrido do jambu que não quiseste
Manchado de tijuco e de capim
Perdia, por favor meu pobre verso
Um tosco tronco submerso
Do rio sem nome que se vai de mim

Tronco sumergido

Todo lo que amaba estaba aquí
Desde el piso batido, la cuia de açaí
Así que no Copacabana
Incluso si ella era tan agradable
En el resplandor de las postales que recibí
En el resplandor de las postales que recibí

Todo lo que amaba estaba aquí
De la mano de maíz al pie de miriti
Así que no mencioné la Torre Eiffel
En los perfumes de Channel
Ni en el cielo azul de Tennessee
Así que no mencioné la Torre Eiffel
En los perfumes de Channel
Ni en el cielo azul de Tennessee

Lo siento, hermano, mi duro canto
Nutrido del jambu que no querías
Manchado con tijuco y hierba
Pierde, por favor, mi pobre verso
Un tronco crudo sumergido
Del río sin nombre que va de mí

Escrita por: Paulo André / Ruy Barata