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Flor de verde pino

Mafalda Arnauth

Flor de verde pinho

Eu podia chamar-te pátria minha
Dar-te o mais lindo nome português
Podia dar-te o nome de rainha
Que este amor é de Pedro por Inês.

Mas não há forma, não há verso, não há leito
Para este fogo, amor, para este rio
Como dizer um coração fora do peito?
Meu amor transbordou, e eu sem navio.

Gostar de ti é um poema que não digo
Que não há taça, amor, para este vinho
Não há guitarra, nem cantar de amigo
Não há flor, não há flor... de verde pinho.

Não há barco nem trigo, não há trevo
Não há palavras para dizer esta canção
Gostar de ti é um poema que não escrevo
Que há um rio sem leito. E eu sem coração.

Mas não há forma, não há verso, não há leito
Para este fogo, amor, para este rio
Como dizer um coração fora do peito?
Meu amor transbordou, e eu sem navio.

Gostar de ti é um poema que não digo
Que não há taça, amor, para este vinho
Não há guitarra, nem cantar de amigo
Não há flor, não há flor... de verde pinho.

Flor de verde pino

Podría llamarte patria mía
Darte el más hermoso nombre portugués
Podría llamarte reina
Porque este amor es de Pedro por Inés.

Pero no hay forma, no hay verso, no hay lecho
Para este fuego, amor, para este río
¿Cómo decir un corazón fuera del pecho?
Mi amor desbordó, y yo sin barco.

Gustarte es un poema que no digo
Que no hay copa, amor, para este vino
No hay guitarra, ni canto de amigo
No hay flor, no hay flor... de verde pino.

No hay barco ni trigo, no hay trébol
No hay palabras para decir esta canción
Gustarte es un poema que no escribo
Que hay un río sin lecho. Y yo sin corazón.

Pero no hay forma, no hay verso, no hay lecho
Para este fuego, amor, para este río
¿Cómo decir un corazón fuera del pecho?
Mi amor desbordó, y yo sin barco.

Gustarte es un poema que no digo
Que no hay copa, amor, para este vino
No hay guitarra, ni canto de amigo
No hay flor, no hay flor... de verde pino.

Escrita por: Manuel Alegre