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Solo te necesito a ti

Magno Martins

Eu só preciso de você

Eu não preciso de religião
Eu não preciso de água, nem de pão
Criei raízes nos solos das guitarras
Vivo enforcado nas cordas do violão

Eu não preciso de dinheiro,
Não tenho nada pra comprar
Oxigênio ainda é de graça
E eu nem tô afim de respirar

Porque eu só preciso de você
Eu só preciso de você

Eu não preciso de filosofia,
Você já é uma ciência exata
A tua ausência me atormenta,
Tua presença me alimenta e me mata

Eu não preciso de silêncio
Não posso mesmo viver em paz
Sou um escravo da nota blues
Do ritmo do jaz

Porque eu só preciso de você
Eu só preciso de você

Só você pode criar a música
Só você pode inventar, amor
Só você pra revelar a beleza,
Pra me livrar da tristeza
Da solidão e da dor,
Da solidão e da dor,

Eu não preciso da overdose,
De qualquer droga que vicia
Você já corre em minhas veias
Quando eu aspiro falta poesia

Eu não preciso ser salvo, baby
Eu vou queimar, arder até o fim
Ouvindo o vento soprar teu nome
Sentindo a chuva chorar por mim

Solo te necesito a ti

No necesito religión
No necesito agua ni pan
He arraigado en los suelos de las guitarras
Vivo colgado de las cuerdas de la guitarra

No necesito dinero,
No tengo nada que comprar
El oxígeno sigue siendo gratis
Y ni siquiera tengo ganas de respirar

Porque solo te necesito a ti
Solo te necesito a ti

No necesito filosofía,
Tú ya eres una ciencia exacta
Tu ausencia me atormenta,
Tu presencia me alimenta y me mata

No necesito silencio
No puedo vivir en paz
Soy esclavo de la nota blues
Del ritmo del jazz

Porque solo te necesito a ti
Solo te necesito a ti

Solo tú puedes crear la música
Solo tú puedes inventar, amor
Solo tú para revelar la belleza,
Para librarme de la tristeza
De la soledad y del dolor,
De la soledad y del dolor,

No necesito la sobredosis,
De cualquier droga que vicia
Tú ya corres por mis venas
Cuando respiro, falta poesía

No necesito ser salvado, nena
Voy a arder, quemarme hasta el final
Escuchando el viento soplar tu nombre
Sintiendo la lluvia llorar por mí

Escrita por: Magno Martins