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Casi siempre

Mahmundi

Quase Sempre

Quase sempre nos damos conta só depois
Que estamos sós e que já não somos mais dois
O quanto era bom e o que restou foi
Mais um verbo no passado pra rimar com amor

Quando as flores do jardim eu já não lembro mais
Quando as cores que eu tenho já não me lembram paz
Quando o sol já não entra na janela
E a comida já esfria na panela

Cadê você para o jantar?
Preparei uma mesa farta
E o que sobra é a sua falta
Cadê você pra completar?
Sua ausência está presente
Quase sempre
Me cala
Quase sempre

E na sala de estar com meu violão
Pra quem vou cantar?
E no fim de tarde, um mundo de histórias
Pra quem vou contar?
Se você não estiver, se você não estiver por lá?
Quase sempre

Cadê você para o jantar?
Preparei uma mesa farta
E o que sobra é a sua falta
Cadê você pra completar?
Sua ausência está presente
Quase sempre
Me cala
Quase sempre, quase sempre

Casi siempre

Casi siempre nos damos cuenta sólo después
Que estamos solos y que ya no somos dos
Lo bueno que era y lo que quedaba era
Otro verbo en el pasado para rimar con amor

Cuando las flores en el jardín ya no recuerdo
Cuando los colores que tengo ya no me recuerdan a la paz
Cuando el sol ya no entra en la ventana
Y la comida ya se enfría en la sartén

¿Dónde vas a cenar?
He preparado una mesa completa
Y lo que queda es tu falta
¿Dónde vas a completarlo?
Tu ausencia está presente
Casi siempre
Cállame
Casi siempre

Y en la sala de estar con mi guitarra
¿A quién voy a cantar?
Y al final de la tarde, un mundo de historias
¿A quién se lo voy a decir?
Si no lo estás, ¿si no estás ahí?
Casi siempre

¿Dónde vas a cenar?
He preparado una mesa completa
Y lo que queda es tu falta
¿Dónde vas a completarlo?
Tu ausencia está presente
Casi siempre
Cállame
Casi siempre, casi siempre

Escrita por: Marcela Vale / Roberto Barrucho