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No Tengo Culpa

Maicow Reveley

Eu Não Tenho Culpa

Eu não tenho culpa
Se eu sou linda
Eu não tenho culpa
De ter atropelado aquela kanina

Eu não tenho culpa
Se eu tenho talento
Eu não tenho culpa
Se o seu pai é um jumento

Deus sabe que eu sou
Um cidadão do bem
Acordo cedo para gravar as minhas músicas
E nunca as libero

Deus sabe que eu
Nunca praticaria pedofilia
Apenas sou um homem comum
Que gosta de usar calcinha

Eu sou honesto
Só assaltei uma senhora
Ontem à noite
No meio do manifesto

Eu nunca matei
Eu nunca roubei
Apenas assassinei
Um ditador turco
(Da Alemanha oriental)

Me abrace, queridinho
Não tenha medo de ser gay
Enfiarei o dedo no seu cuzinho
E depois eu lamberei

Se continuares a me julgar
Vou embora e nunca mais vou voltar
Talvez eu me mude para longe
Para a ilha da costa pobre

Do lado direto para quem vai
Na direção dinâmica contrária
Da África do leste
Segundo o teorema de tales

Eu não tenho culpa
Eu não tenho culpa de nada
Eu juro que sou inocente
Apenas um pouco indecente

Tudo o que eu quero
É uma transa mágica com você
Nós transamos
E você some

Não queria me agoniar
Nesse divã de terapia
Mas esse seu fedor de carniça
Deixa a nossa relação mais promíscua

Ontem a noite entrei
Dentro do banheiro e me cortei
Cortei o meu clitóris anal
Até jogar sangue na parede

Eu fico pensando em você
Costurando o cu a noite inteira
Fui tomar remédio para dormir
E confundi com laxante

Caguei a casa inteira
Minha vózinha gabi
Levou um jato de bosta na cara
Tenho até pena da coitada

Eu não tenho culpa
Se eu sou lindo
Eu não tenho culpa
Se nasci sem umbigo

Eu não tenho culpa
Se sou uma sereia
Eu não tenho culpa
Se a gabi é uma velha feia

Eu não tenho culpa
Se a kanina fede à diarreia
Eu não tenho culpa
Se você é uma mocréia

Eu não tenho culpa
Eu sou inocente, juiz!

(O pai nasceu no Morumbi)

No Tengo Culpa

No tengo culpa
Si soy hermosa
No tengo culpa
De haber atropellado a ese perro

No tengo culpa
Si tengo talento
No tengo culpa
De que tu papá sea un burro

Dios sabe que soy
Una ciudadana ejemplar
Me levanto temprano para grabar mis canciones
Y nunca las libero

Dios sabe que yo
Nunca practicaría la pedofilia
Solo soy un hombre común
Que le gusta usar ropa interior femenina

Soy honesto
Solo asalté a una señora
Anoche
En medio de la manifestación

Nunca maté
Nunca robé
Solo asesiné
A un dictador turco
(De Alemania Oriental)

Abrázame, cariño
No tengas miedo de ser gay
Meteré mi dedo en tu trasero
Y luego lo lameré

Si sigues juzgándome
Me iré y nunca volveré
Quizás me mude lejos
A la isla de la costa pobre

A la derecha para quien va
En dirección dinámica contraria
De África del Este
Según el teorema de Tales

No tengo culpa
No tengo culpa de nada
Juro que soy inocente
Solo un poco indecente

Todo lo que quiero
Es tener un encuentro mágico contigo
Tenemos relaciones
Y luego desapareces

No quería angustiarme
En este diván de terapia
Pero tu olor a podrido
Hace nuestra relación más promiscua

Anoche entré
Al baño y me corté
Corté mi clítoris anal
Hasta salpicar sangre en la pared

Pienso en ti
Cosiendo el trasero toda la noche
Tomé pastillas para dormir
Y las confundí con laxantes

Ensucié toda la casa
Mi abuelita Gabi
Recibió un chorro de mierda en la cara
Me da pena la pobre

No tengo culpa
Si soy hermoso
No tengo culpa
De haber nacido sin ombligo

No tengo culpa
Si soy una sirena
No tengo culpa
De que Gabi sea una vieja fea

No tengo culpa
Si el perro huele a diarrea
No tengo culpa
Si eres una fea

No tengo culpa
¡Soy inocente, juez!

(El padre nació en Morumbi)

Escrita por: Maicow Reveley / Gabriela Oddcast