Eu Não Tenho Culpa
Eu não tenho culpa
Se eu sou linda
Eu não tenho culpa
De ter atropelado aquela kanina
Eu não tenho culpa
Se eu tenho talento
Eu não tenho culpa
Se o seu pai é um jumento
Deus sabe que eu sou
Um cidadão do bem
Acordo cedo para gravar as minhas músicas
E nunca as libero
Deus sabe que eu
Nunca praticaria pedofilia
Apenas sou um homem comum
Que gosta de usar calcinha
Eu sou honesto
Só assaltei uma senhora
Ontem à noite
No meio do manifesto
Eu nunca matei
Eu nunca roubei
Apenas assassinei
Um ditador turco
(Da Alemanha oriental)
Me abrace, queridinho
Não tenha medo de ser gay
Enfiarei o dedo no seu cuzinho
E depois eu lamberei
Se continuares a me julgar
Vou embora e nunca mais vou voltar
Talvez eu me mude para longe
Para a ilha da costa pobre
Do lado direto para quem vai
Na direção dinâmica contrária
Da África do leste
Segundo o teorema de tales
Eu não tenho culpa
Eu não tenho culpa de nada
Eu juro que sou inocente
Apenas um pouco indecente
Tudo o que eu quero
É uma transa mágica com você
Nós transamos
E você some
Não queria me agoniar
Nesse divã de terapia
Mas esse seu fedor de carniça
Deixa a nossa relação mais promíscua
Ontem a noite entrei
Dentro do banheiro e me cortei
Cortei o meu clitóris anal
Até jogar sangue na parede
Eu fico pensando em você
Costurando o cu a noite inteira
Fui tomar remédio para dormir
E confundi com laxante
Caguei a casa inteira
Minha vózinha gabi
Levou um jato de bosta na cara
Tenho até pena da coitada
Eu não tenho culpa
Se eu sou lindo
Eu não tenho culpa
Se nasci sem umbigo
Eu não tenho culpa
Se sou uma sereia
Eu não tenho culpa
Se a gabi é uma velha feia
Eu não tenho culpa
Se a kanina fede à diarreia
Eu não tenho culpa
Se você é uma mocréia
Eu não tenho culpa
Eu sou inocente, juiz!
(O pai nasceu no Morumbi)
No Tengo Culpa
No tengo culpa
Si soy hermosa
No tengo culpa
De haber atropellado a ese perro
No tengo culpa
Si tengo talento
No tengo culpa
De que tu papá sea un burro
Dios sabe que soy
Una ciudadana ejemplar
Me levanto temprano para grabar mis canciones
Y nunca las libero
Dios sabe que yo
Nunca practicaría la pedofilia
Solo soy un hombre común
Que le gusta usar ropa interior femenina
Soy honesto
Solo asalté a una señora
Anoche
En medio de la manifestación
Nunca maté
Nunca robé
Solo asesiné
A un dictador turco
(De Alemania Oriental)
Abrázame, cariño
No tengas miedo de ser gay
Meteré mi dedo en tu trasero
Y luego lo lameré
Si sigues juzgándome
Me iré y nunca volveré
Quizás me mude lejos
A la isla de la costa pobre
A la derecha para quien va
En dirección dinámica contraria
De África del Este
Según el teorema de Tales
No tengo culpa
No tengo culpa de nada
Juro que soy inocente
Solo un poco indecente
Todo lo que quiero
Es tener un encuentro mágico contigo
Tenemos relaciones
Y luego desapareces
No quería angustiarme
En este diván de terapia
Pero tu olor a podrido
Hace nuestra relación más promiscua
Anoche entré
Al baño y me corté
Corté mi clítoris anal
Hasta salpicar sangre en la pared
Pienso en ti
Cosiendo el trasero toda la noche
Tomé pastillas para dormir
Y las confundí con laxantes
Ensucié toda la casa
Mi abuelita Gabi
Recibió un chorro de mierda en la cara
Me da pena la pobre
No tengo culpa
Si soy hermoso
No tengo culpa
De haber nacido sin ombligo
No tengo culpa
Si soy una sirena
No tengo culpa
De que Gabi sea una vieja fea
No tengo culpa
Si el perro huele a diarrea
No tengo culpa
Si eres una fea
No tengo culpa
¡Soy inocente, juez!
(El padre nació en Morumbi)