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137 ANOS

Majis

Reflitos sobre reais monstros
Olho pra dentro pra entender quem eu sou no mundo
A minha dor tem sido o que me definiu: O luto
De ver que mesmo que carros voem, discos voadores
O Homem continua imundo

120 almas, nego, 120 vidas
Corpos jogados, a maioria era preta
Quanto que eu valho
Se vejo vários quando me olho no espelho?
137 anos
Mas eu ainda me sinto presa
137 anos
Mas eu ainda me sinto presa

De novo eu acordo cedo
Beijo a coroa, logo em seguida já penso qual é o plano
Lutar pelos meus
Ou vencer um dia pra te dar um carro do ano?
Pagar um curso técnico
Investir nos meus reais sonhos
Ontem me peguei pensando
Se dinheiro não é tudo
Por que tem criança passando fome?

Esse divino de vocês
Tá cada dia mais parecido com o Homem
Pecados, vingança e egos
Tudo que te consome
Pecados, vingança e egos

Reflitos sobre reais monstros
Olho pra dentro pra entender quem eu sou no mundo
A minha dor tem sido o que me definiu: O luto
De ver que mesmo que carros voem, discos voadores
O Homem continua imundo

Entenda que se pra mim dói
Pra você dói o dobro
Tudo muda quando se olha
Pra dor do outro

Corpos feridos curam
O que nunca tivemos
Meus irmãos morrendo
Em prol de uma banca de porcos

Vários documentos, nomes e apagamentos
Cês botaram fogo em tudo
O Santos da Silva
Nunca foi o meu sobrenome

Pra lidar com essa porra de herança
Eu criei um alter ego
Fazer o quê
Se me deram o fardo
De ser a continuação de um sonho?

Como já disse BK, BK
Muitos dependem de mim
Muitos se veem em mim
Muitos se inspiram em mim

BK, BK

Reflitos sobre reais monstros
Olho pra dentro pra entender quem eu sou no mundo
A minha dor tem sido o que me definiu: O luto
De ver que mesmo que carros voem, discos voadores
O Homem continua imundo

Entenda que se pra mim dói
Pra você dói o dobro
Tudo muda quando se olha
Pra dor do outro

Corpos feridos curam
O que nunca tivemos
Meus irmãos morrendo
Em prol de uma banca de porcos

Entenda que se pra mim dói
Pra você dói o dobro
Tudo muda quando se olha
Pra dor do outro

Corpos feridos curam
O que nunca tivemos
Meus irmãos morrendo
Em prol de uma banca de porcos

Escrita por: Majis