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Bla, Bla, Bla

Malandro

Bla, Bla, Bla

Le da un re asco que yo sea esto, un negro del ghetto, caravana
Si va por ahí, perro
Un hueco, que—, na-na-na-na-na
Está perfecto, es tu—, na-na-na-na-na
Sí, perro, eh, esa es
A ver, dale play

Le da un re asco que yo sea esto, un negro del ghetto, caravana
Que soy un hueco, que esto, que aquello, y bla-bla-bla-bla
Está perfecto, es tu pensamiento, ya allá, mama
Que ayer tus besos no decían eso, bacán-bacán

Cara de culo y superada, una burguesita de mi hood, nariz parada
Paseando su perrito de esa marca super cara, el mismo que susana, vale un ojo de la cara
Arranca la mañana, con el Sol sale a correr
Yo en pedo con mi pana, de bajón, nada que ver
Nos mira con asquito, pero bueno, igual saluda
Yo todo amanecido: Hola reina, preciosura
Sé que somos vecinos, pero nada en común
Yo le compro en los chinos, ella compra en carrefour
Anduvo por París, por alemania y estambul
Yo fui a mundo marino, a la plata y a dock sud
Me acuerdo que con ella tome mi primer Uber
Yo re de la botella, perdí hasta la sube
Me la crucé re puesta y quería que la ayude
Que le abra la puerta y me dijo: ¿Usted no sube?
Yo me quedé careta, igual le dije: Bueno
Me cruzó una pierna, me tocaba el pelo
Me dio un beso en la jeta, me dijo: Mi villero
Que yo estaba re bueno, y ahí quedó y nos vemo'

Le da un re asco que yo sea esto, un negro del ghetto, caravana
Que soy un hueco, que esto, que aquello, y bla-bla-bla-bla
Está perfecto, es tu pensamiento, ya allá, mama
Que ayer tus besos no decían eso, bacán-bacán

Esa noche la mejor, ¿bajamos a tu casa? , dijo así, con voz de amor
Sus besos de champagne y mi sabor a termidor hicieron empañar los vidrio del automotor
¿Cómo abro el portón? , preguntó, ¿es eléctrico?
Me reí, le dije: No, es algo más técnico, tiene un pasador
Y un ganchito más estético hecho de un alambresito, más villerico
Increíble ese minón en mi cama, esa piel color arena mojada
Nos hicimos re pelota, re en llamas, pero fue solo esa noche y más nada, ah
Sus amigas del country no van a permitir que ande con este ladri, muerto de hungry bird
¿Y a los pibe' en la esquina qué les voy a decir?, no van a creer ni ahí, corte re salchigil
Pero bueno, que pasó, pasó
Y que entre todos los chetitos, este negro te gustó
El caverna ese de un veinte de junio
El que te llevo hasta tu casa, ahí en el manubrio

Le da un re asco que yo sea esto, un negro del ghetto, caravana
Que soy un hueco, que esto, que aquello, y bla-bla-bla-bla
Está perfecto, es tu pensamiento, ya llama, mama
Que ayer tus besos no decian eso bacán-bacán

Bla, Bla, Bla

Ele fica doente por eu ser isso, um homem negro do gueto, caravana
Se você for por ali, cachorro
Um buraco, isso—, na-na-na-na-na
É perfeito, é seu—, na-na-na-na-na
Sim, cachorro, ei, é isso
Vamos ver, aperte o play

Ele fica doente por eu ser isso, um homem negro do gueto, caravana
Que eu sou um buraco, que isso, aquilo e blá-blá-blá-blá
É perfeito, o pensamento é seu, pronto, mãe
Ontem seus beijos não diziam isso, ótimo, ótimo

Cara de bunda e superada, uma burguesia do meu bairro, nariz empinado
Passear com o cachorrinho daquela marca super cara, a mesma da Susana, vale um braço e uma perna
A manhã começa, com o Sol sai para correr
Estou com problemas com meu amigo, deprimido, nada a ver com
Ele olha para nós com nojo, mas ei, ele ainda diz olá
Amanheci tudo: Olá rainha, linda
Eu sei que somos vizinhos, mas nada em comum
Eu compro dos chineses, ela compra do Carrefour
Ele caminhou por Paris, Alemanha e Istambul
Fui ao mundo marinho, à prata e ao cais sud
Lembro que peguei meu primeiro Uber com ela
Eu ri da garrafa, perdi até o upload
Eu a encontrei respondida e queria que eu a ajudasse
Abri a porta para ele e ele me disse: você não vai subir?
Fiquei mascarado, ainda disse a ele: Bom
Ele cruzou minha perna, tocou meu cabelo
Ele me deu um beijo na bochecha, me disse: Meu villero
Que eu fui muito bom, e aí estava e nos vemos'

Ele fica doente por eu ser isso, um homem negro do gueto, caravana
Que eu sou um buraco, que isso, aquilo e blá-blá-blá-blá
É perfeito, o pensamento é seu, pronto, mãe
Ontem seus beijos não diziam isso, ótimo, ótimo

Aquela noite foi a melhor, vamos até sua casa? , ele disse assim, com voz de amor
Seus beijos de champanhe e meu gosto de Termidor fizeram os vidros do carro embaçarem
Como faço para abrir o portão? Ele perguntou, é elétrico?
Eu ri, falei para ele: Não, é algo mais técnico, tem alfinete
E um ganchozinho de arame mais estético, mais villerico
Aquele garotinho na minha cama é incrível, aquela pele da cor da areia molhada
Viramos bola, pegamos fogo, mas foi só naquela noite e nada mais, ah
Seus amigos do interior não vão permitir que ele ande por aí com esse ladri, morto de passarinho faminto
E o que vou dizer para a criançada da esquina Eles nem vão acreditar aí, corta re salchigil?
Mas bem, o que aconteceu, o que aconteceu
E entre todos os pequeninos, você gostou desse negro
A caverna de 20 de junho
Aquele que te levou para casa, ali no guidão

Ele fica doente por eu ser isso, um homem negro do gueto, caravana
Que eu sou um buraco, que isso, aquilo e blá-blá-blá-blá
É perfeito, é o seu pensamento, ele está ligando, mãe
Ontem seus beijos não disseram isso legal, legal

Escrita por: Malandro