Ainda Dança
Embalo
Sufocada pela lucidez
Presa na imensidão
Desse universo vazio
Vítima
Vítima eterna dos amores que viveu
Fracassada de tanto amar
Não passou uma noite sem se lembrar
Não passou um único dia sem se punir
Nunca dormiu, nem mesmo acordou
Fez das lágrimas o seu
Manto e do insucesso o seu leito
Viveu e morreu constantemente
Fez morada na tristeza
Matou sua fome na solidão
Embriagou-se de mentiras
Dançou serena e ainda dança
Dançou morena e ainda dança
Dançou pequena e ainda dança
Dançou sem música
Dançou sem música
Dançou sem música e ainda dança
Não passou uma noite sem se lembrar
Não passou um único dia sem se punir
Nunca dormiu, nem mesmo acordou
Fez das lágrimas o seu
Manto e do insucesso o seu leito
Dançou serena e ainda dança
Dançou morena e ainda dança
Dançou pequena e ainda dança
Dançou sem música
Dançou sem música
Dançou sem música e ainda dança
Dançou sem música
Dançou sem música
Dançou sem música
Aún Baila
Ritmo
Ahogada por la lucidez
Atrapada en la inmensidad
De este universo vacío
Víctima
Víctima eterna de los amores que vivió
Fracasada de tanto amar
No pasó una noche sin recordar
No pasó un solo día sin castigarse
Nunca durmió, ni siquiera despertó
Hizo de las lágrimas su
Manto y del fracaso su lecho
Vivió y murió constantemente
Hizo morada en la tristeza
Mató su hambre en la soledad
Se embriagó de mentiras
Bailó serena y aún baila
Bailó morena y aún baila
Bailó pequeña y aún baila
Bailó sin música
Bailó sin música
Bailó sin música y aún baila
No pasó una noche sin recordar
No pasó un solo día sin castigarse
Nunca durmió, ni siquiera despertó
Hizo de las lágrimas su
Manto y del fracaso su lecho
Bailó serena y aún baila
Bailó morena y aún baila
Bailó pequeña y aún baila
Bailó sin música
Bailó sin música
Bailó sin música y aún baila
Bailó sin música
Bailó sin música
Bailó sin música
Escrita por: Ingrid Lobo, Cris Fernandes