395px

Comentario

Manhoso

Comentário

Quando eu morrer os comentários vão surgir
Quem é mau fica vivendo, quem é bom tem que partir
Quando eu morrer os comentários vão surgir

Quando eu morrer os comentários vão surgir
Quem é mau fica vivendo, quem é bom tem que partir
Quando eu morrer os comentários vão surgir

Eu estou vivo sem dinheiro e sem amigo
Sempre a perigo e no bolso nem um tostão
E da sociedade que sabe que eu sou artista
Nem criado e nem à vista não há colaboração

Quando eu morrer os comentários vão surgir
Quem é mau fica vivendo, quem é bom tem que partir
Quando eu morrer os comentários vão surgir

Quando eu morrer os comentários vão surgir
Quem é mau fica vivendo, quem é bom tem que partir
Quando eu morrer os comentários vão surgir

Na sociedade, quando há um aniversário
Sempre convidam um otário, que de graça vai cantar
Por um abraço e um pedaço de bolo
Esquecendo que o crioulo tem aluguel pra pagar

No fim da festa cada um sai num carrão
E ele sai de pé no chão sem saber se vai chegar
E por azar ainda passa o camburão e leva pra averiguação
Eu quero ver quem vai soltar

Quando eu morrer os comentários vão surgir
Quem é mau fica vivendo, quem é bom tem que partir
Quando eu morrer os comentários vão surgir

Quando eu morrer os comentários vão surgir
Quem é mau fica vivendo, quem é bom tem que partir
Quando eu morrer os comentários vão surgir

E os crocodilos que se dizem meus amigos
Que sempre estava comigo de olho em minha Raimunda
Não quero pranto fictício na capela
E quantas vela enterra em suas catacumba

Quando eu morrer os comentários vão surgir
Quem é mau fica vivendo, quem é bom tem que partir
Quando eu morrer os comentários vão surgir

Quando eu morrer os comentários vão surgir
Quem é mau fica vivendo, quem é bom tem que partir
Quando eu morrer os comentários vão surgir

Comentario

Cuando yo muera, los comentarios surgirán
Quien es malo sigue viviendo, quien es bueno tiene que partir
Cuando yo muera, los comentarios surgirán

Estoy vivo sin dinero y sin amigos
Siempre en peligro y en el bolsillo ni un centavo
Y de la sociedad que sabe que soy artista
Ni criado ni a la vista, no hay colaboración

En la sociedad, cuando hay un cumpleaños
Siempre invitan a un tonto, que cantará gratis
Por un abrazo y un pedazo de pastel
Olvidando que el criollo tiene que pagar el alquiler

Al final de la fiesta, todos se van en un auto lujoso
Y él se queda a pie, sin saber si llegará
Y por desgracia pasa el patrullero y se lo lleva para interrogarlo
Quiero ver quién lo va a liberar

Y los cocodrilos que dicen ser mis amigos
Que siempre estaban conmigo, vigilando a mi Raimunda
No quiero llanto falso en la capilla
Y cuántas velas entierran en sus catacumbas

Escrita por: Manhoso