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Leche de Mosca

Manhoso

Leite de Mutuca

Balaio uê
Balaio uá
E cadê o meu balaio
Que veio lá do Ceará?

Balaio uê
Balaio uá
E cadê o meu balaio
Que veio lá do Ceará?

Eu fui no mato
Tirar pau para bodoca
Tirei bala de galopa
No gogó da sabiá

Eu fui no mato
Tirar pau para arapuca
Tirei leite de mutuca
Pra comer com manguzá

Balaio uê
Balaio uá
E cadê o meu balaio
Que veio lá do Ceará?

Balaio uê
Balaio uá
E cadê o meu balaio
Que veio lá do Ceará?

O meu compadre
Era irmão do Zé Luís
A mulher teve um menino
Com três palmos de nariz

Chamaram ele
Pra uma festa no terreiro
E antes dele chegar
O nariz chegou primeiro

Balaio uê
Balaio uá
E cadê o meu balaio
Que veio lá do Ceará?

Balaio uê
Balaio uá
E cadê o meu balaio
Que veio lá do Ceará?

Tinha uma velha
Que era sem disciplina
Engolia um caminhão
Ficava de fora a buzina

Chamaram o médico
Pra fazer operação
E dentro dessa barriga
Tinha quinze caminhão

Balaio uê
Balaio uá
E cadê o meu balaio
Que veio lá do Ceará?

Balaio uê
Balaio uá
E cadê o meu balaio
Que veio lá do Ceará?

A minha tia
Tomava banho de bacia
Todo mundo a conhecia
Ela era professora

E achou pouco
Que a velha engoliu
Quarenta e nove fuzil
E três canhão metralhadora

Balaio uê
Balaio uá
E cadê o meu balaio
Que veio lá do Ceará?

Balaio uê
Balaio uá
E cadê o meu balaio
Que veio lá do Ceará?

A minha sogra
Que sofre do intestino
Pulava que nem menino
No meio da fuzilaria

E cada tiro
Que a metralha disparava
A minha sogra se abaixava
E a descarga escapulia

Balaio uê
Balaio uá
E cadê o meu balaio
Que veio lá do Ceará?

Balaio uê
Balaio uá
E cadê o meu balaio
Que veio lá do Ceará?

Balaio uê
Balaio uá
E cadê o meu balaio
Que veio lá do Ceará?

Balaio uê
Balaio uá
E cadê o meu balaio
Que veio lá do Ceará?

Leche de Mosca

Bolsa ué
Bolsa uá
¿Y dónde está mi bolsa
Que vino de Ceará?

Bolsa ué
Bolsa uá
¿Y dónde está mi bolsa
Que vino de Ceará?

Fui al monte
A buscar palo para la honda
Saqué bala de galopa
En la garganta del sabiá

Fui al monte
A buscar palo para la trampa
Saqué leche de mosca
Para comer con manguzá

Bolsa ué
Bolsa uá
¿Y dónde está mi bolsa
Que vino de Ceará?

Bolsa ué
Bolsa uá
¿Y dónde está mi bolsa
Que vino de Ceará?

Mi compadre
Era hermano de Zé Luís
La mujer tuvo un niño
Con tres palmos de nariz

Lo llamaron
A una fiesta en el patio
Y antes de que llegara él
La nariz llegó primero

Bolsa ué
Bolsa uá
¿Y dónde está mi bolsa
Que vino de Ceará?

Bolsa ué
Bolsa uá
¿Y dónde está mi bolsa
Que vino de Ceará?

Había una vieja
Que no tenía disciplina
Se tragaba un camión
Y quedaba la bocina afuera

Llamaron al médico
Para hacer una operación
Y dentro de esa barriga
Había quince camiones

Bolsa ué
Bolsa uá
¿Y dónde está mi bolsa
Que vino de Ceará?

Bolsa ué
Bolsa uá
¿Y dónde está mi bolsa
Que vino de Ceará?

Mi tía
Se bañaba en una batea
Todos la conocían
Ella era maestra

Y le pareció poco
Que la vieja se tragó
Cuarenta y nueve fusiles
Y tres ametralladoras

Bolsa ué
Bolsa uá
¿Y dónde está mi bolsa
Que vino de Ceará?

Bolsa ué
Bolsa uá
¿Y dónde está mi bolsa
Que vino de Ceará?

Mi suegra
Que sufre del intestino
Saltaba como un niño
En medio de la balacera

Y cada disparo
Que la ametralladora lanzaba
Mi suegra se agachaba
Y la descarga se escapaba

Bolsa ué
Bolsa uá
¿Y dónde está mi bolsa
Que vino de Ceará?

Bolsa ué
Bolsa uá
¿Y dónde está mi bolsa
Que vino de Ceará?

Bolsa ué
Bolsa uá
¿Y dónde está mi bolsa
Que vino de Ceará?

Bolsa ué
Bolsa uá
¿Y dónde está mi bolsa
Que vino de Ceará?

Escrita por: Manhoso, Izaias Pires