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Ciudad Inacabada

Manu Lafer

Cidade Inacabada

Sofrer é tua envergadura
Loucura, é você que me procura

Me deixa gostar de você
Me deixa atrever ter você
Apesar da miséria da
Inacabada cidade que não se fará
Minha diva há de vir dadivosa dançar
Minha musa, de mim amorosa,
Rapsódia, sem moda,
Alcançou teu cantar

Expulsei o teu desprezo à minha rosa
Te ver já não é suplício de amor
Aturei os teus costumes de teimosa
Te ver já me dá a força, que eu sei,
Você goza por crer
Que eu devoto em vão,
Um abraço na multidão
(Solidão se mistura)

Agrura
És cativa e és clausura
Costura
E a razão que em mim te jura
Quando o piso encher
Quando o asfalto arder

Deixa ter tua promessa apaixonada
Sorri para me dar sentença de amor
Deixa ter o teu ciúme, que te evoca
Te despe do som
Que à noite, na luz, se aloca
E desloca a visão
Sorve teu sal, salga-te a mão
Te amarra à minha ilusão

Destoa
Carne à carne, morna e crua
Garoa
Desmorona a criatura

Me deixa morar em você
Me deixa ver a nação
Danação!
Emoção sobrevoa a favela
É a rosa, é rocha!
(É a rosa, é a rocha!)
Teu barranco é pro céu que te arrasta
Ao rasgar teu arranha-chão
Dá cidade, dá salvação

Ciudad Inacabada

Sufrir es tu envergadura
Locura, eres tú quien me busca

Déjame gustarte
Déjame atreverme a tenerte
A pesar de la miseria de
La ciudad inacabada que no se hará
Mi diosa vendrá dadivosa a bailar
Mi musa, amorosa conmigo,
Rapsodia, sin moda,
Alcanzó tu canto

Expulsé tu desprecio hacia mi rosa
Verte ya no es suplicio de amor
Aguanté tus costumbres tercas
Verte ahora me da la fuerza, lo sé,
Tú disfrutas al creer
Que yo adoro en vano,
Un abrazo en la multitud
(La soledad se mezcla)

Amargura
Eres cautiva y eres clausura
Costura
Y la razón que en mí te jura
Cuando el suelo se llene
Cuando el asfalto arda

Deja tener tu promesa apasionada
Sonríe para darme sentencia de amor
Deja tener tu celos, que te evoca
Te despojas del sonido
Que en la noche, en la luz, se aloja
Y desplaza la visión
Bebe tu sal, saltea tu mano
Te ata a mi ilusión

Desentona
Carne a carne, tibia y cruda
Llovizna
Derrumba a la criatura

Déjame habitar en ti
Déjame ver la nación
¡Condenación!
La emoción sobrevuela la favela
¡Es la rosa, es la roca!
(Tu barranco se eleva al cielo que te arrastra
Al rasgar tu arrabal
Da ciudad, da salvación

Escrita por: Manu Lafer