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Frente al Río

Manzuá

Diante do Rio

Mancha ao invés de espuma
Perau ao invés de remanso
Queda ao invés de mergulho
Dúvida ao invés de certeza
Lua muda ao invés de ave branca
Nessa tarde de brilho longínquo
Maduros janeiros em tuas águas
Ainda que me ocultes em tua fábula
Há em tua flor de água-pé
A proposta livre da vida,
Canção de aurora ribeirinha
No meu nado cristalino e afoito.

Frente al Río

Mancha en lugar de espuma
Perau en lugar de remanso
Caída en lugar de mergulho
Duda en lugar de certeza
Luna callada en lugar de ave blanca
En esta tarde de brillo lejano
Maduros eneros en tus aguas
Aunque me ocultes en tu fábula
Hay en tu flor de agua-pé
La propuesta libre de la vida,
Canción de aurora ribereña
En mi nado cristalino y audaz.

Escrita por: Manzuá, Cyro de Mattos