Retalhos
Quanto tempo eu vivi com medo de viver
Condenado pelo que passou e fez sofrer
E nas orações que fiz tentando te encontrar
Teus silêncios me fizeram quase duvidar
Mesmo assim, creio que a tua mão
É que dirige bem de perto cada passo meu
Futuro incerto, escuridão
E desacertos, contramão
Retalhos do que a vida fez de mim
Mas sigo sem olhar pra trás
Pois sei que teu poder me faz
Bem mais do que já fui ou poderia ser sem ti
Quanto tempo eu perdi tentando me esconder
Por de trás de quem não sou e aparento ser
Quanto tempo eu segui os meus impulsos maus
Por caminhos tão estranhos, ilusão fatal
Mesmo assim, creio que a tua mão
Vai transformar o pouco que sobrou de mim
Retalhos
Cuánto tiempo viví con miedo de vivir
Condenado por lo que pasó y causó sufrir
Y en las oraciones que hice intentando encontrarte
Tus silencios casi me hicieron dudar
Aun así, creo que tu mano
Es la que guía de cerca cada paso mío
Futuro incierto, oscuridad
Y desaciertos, contramano
Retazos de lo que la vida hizo de mí
Pero sigo sin mirar atrás
Porque sé que tu poder me hace
Mucho más de lo que fui o podría ser sin ti
Cuánto tiempo perdí intentando esconderme
Detrás de quien no soy y aparento ser
Cuánto tiempo seguí mis impulsos malos
Por caminos tan extraños, ilusión fatal
Aun así, creo que tu mano
Va a transformar lo poco que quedó de mí
Escrita por: Cândido Gomes