Adeus de Mariana
Nasci lá na cidade, me casei na serra
Com a minha Mariana: Moça lá de fora
Um dia estranhei o carinho dela
Disse: Adeus Mariana, que eu já vou embora
É gaúcha de verdade de quatro costados
Só usa chapéu grande de bombacha e espora
E eu que estava vendo o caso complicado
Disse: Adeus Mariana, que eu já vou embora
Nem bem rompemo o dia, me tirou da cama
Selou o meu tordilho e saiu campo a fora
E eu fiquei zangado e saí dizendo
Adeus Mariana, que eu já vou embora
Ela não disse nada, mas ficou cismando
Se era desta vez que eu daria o fora
Segurou a açoiteira e veio contra mim
Eu disse: Larga Mariana que eu vou embora
E ela de zangada foi quebrando tudo
Pegou a minha roupa e jogou porta a fora
Agarrei, fiz uma trouxa e saí dizendo
Adeus, Mariana que eu já vou embora
Adiós de Mariana
Nací en la ciudad, me casé en la sierra
Con mi Mariana: una chica de afuera
Un día me extrañó su cariño
Dije: Adiós Mariana, me voy
Es una gaucha de verdad, de pies a cabeza
Solo usa sombrero grande, bombacha y espuelas
Y yo que veía la situación complicada
Dije: Adiós Mariana, me voy
Apenas amaneció, me sacó de la cama
Ensilló mi caballo y se fue al campo
Y yo me enojé y salí diciendo
Adiós Mariana, me voy
Ella no dijo nada, pero se quedó pensando
Si esta vez me iba a dejar
Tomó el látigo y vino hacia mí
Yo dije: Suelta Mariana que me voy
Y ella, enojada, empezó a romper todo
Agarró mi ropa y la tiró afuera
Tomé lo poco que pude y salí diciendo
Adiós, Mariana, me voy
Escrita por: Pedro Raimundo