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Boiadeiro Errante

Marcelo Costa

Boiadeiro Errante

Eu venho vindo
De uma querência distante
Sou um boiadeiro errante
Que nasceu naquela serra

O meu cavalo corre mais
Que o pensamento
Ele vem no passo lento
Porque ninguém me espera

Tocando a boiada
Auê-uê-uê-ê boi
Eu vou cortando estrada
Uê boi

Tocando a boiada
Auê-uê-uê-ê boi
Eu vou cortando estrada

Toque o berrante
Com capricho, Zé Vicente
Mostre para essa gente
O clarim das alterosas

Pegue no laço
Não se entregue, companheiro
Chame o cachorro campeiro
Que essa res é perigosa

Olhe na janela
Auê uê uê ê boi
Que linda donzela
Uê vou

Olhe na janela
Auê uê uê ê boi
Que linda donzela

Sou boiadeiro
Minha gente, o que é que há?
Deixe o meu gado passar
Vou cumprir com a minha sina

Lá na baixada
Quero ouvir a ciriema
Pra lembrar de uma pequena
Que eu deixei lá em Minas

Ela é culpada
Auê uê uê ê boi
De eu viver nas estradas
Uê boi

Ela é culpada
Auê uê uê ê boi
De eu viver nas estradas

O rio tá calmo
E a boiada vai nadando
Olhe aquele boi berrando
Chico Bento corre lá

Lace o mestiço
Salve ele das piranhas
Tire o gado da campanha
Pra viagem continuar

Com destino a Goiás
Auê uê uê ê boi
Deixei Minas Gerais
Uê vou

Com destino a Goiás
Auê uê uê ê boi
Deixei Minas Gerais
Uê boi

Boiadeiro Errante

Vengo llegando
Desde una tierra lejana
Soy un vaquero errante
Que nació en esa sierra

Mi caballo corre más
Que el pensamiento
Viene al paso lento
Porque nadie me espera

Guiando al ganado
Auê-uê-uê-ê boi
Voy cortando camino
Uê boi

Guiando al ganado
Auê-uê-uê-ê boi
Voy cortando camino

Toca el cuerno
Con esmero, Zé Vicente
Muestra a esta gente
El clarín de las alturas

Agarra el lazo
No te rindas, compañero
Llama al perro de campo
Que esta res es peligrosa

Mira por la ventana
Auê uê uê ê boi
Qué bella doncella
Uê voy

Mira por la ventana
Auê uê uê ê boi
Qué bella doncella

Soy vaquero
Mi gente, ¿qué pasa?
Dejen pasar a mi ganado
Voy a cumplir con mi destino

En la bajada
Quiero escuchar a la ciriema
Para recordar a una pequeña
Que dejé en Minas

Ella es culpable
Auê uê uê ê boi
De que viva en los caminos
Uê boi

Ella es culpable
Auê uê uê ê boi
De que viva en los caminos

El río está tranquilo
Y el ganado va nadando
Mira a ese toro mugiendo
Chico Bento corre allá

Lanza al mestizo
Sálvalo de las pirañas
Saca al ganado del campo
Para que el viaje continúe

Con destino a Goiás
Auê uê uê ê boi
Dejé Minas Gerais
Uê voy

Con destino a Goiás
Auê uê uê ê boi
Dejé Minas Gerais
Uê boi

Escrita por: Teddy Vieira