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Invierno

Marcelo Delacroix

Inverno

Inverno em tudo
Não sou ninguém, eu não sou ninguém
Nada em mim reluz
Espero só pra nunca mais te ver
Espero alguém que venha me livrar de ti.

Teu nome em tudo
Entrudo festa - teu carnaval
Eu não sou ninguém
Noutro verão sambavas com alguém
Agora inverno e a outro teu calor te dás.

Teu nome inferno
Ver no teu olho não sou ninguém
Branquinha, ver que nada tens em ti de mim:
Doer.

Vou te mentir pra mim
Que já passou
Mais nada tens de mim
Tudo tens.

Tá tanto frio aqui
Meu corpo dói
Espreito o telefone...
Vai tocar...

Invierno

Invierno en todo
No soy nadie, no soy nadie
Nada en mí brilla
Solo espero no volver a verte nunca más
Espero a alguien que venga a liberarme de ti.

Tu nombre en todo
Carnaval de entrudo - tu carnaval
No soy nadie
En otro verano bailabas samba con alguien
Ahora invierno y a otro le das tu calor.

Tu nombre infierno
Ver en tus ojos que no soy nadie
Blanquita, ver que no tienes nada de mí en ti:
Doler.

Voy a mentirme a mí mismo
Que ya pasó
Ya no tienes nada de mí
Lo tienes todo.

Hace tanto frío aquí
Mi cuerpo duele
Espío el teléfono...
Va a sonar...

Escrita por: Arthur de Faria / Delacroix