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Porto Solidão

Marcio e Marcel

Se um veleiro repousasse na palma da minha mão
Sopraria com sentimento e deixaria seguir sempre rumo ao meu coração
Meu coração, a calma de um mar
Que guarda tamanhos segredos
De versos naufragados e sem tempo

Rimas, de ventos e velas
Vida que vem e que vai
A solidão que fica e entra
Me arremessando contra o cais

Escrita por: Zeca Bahia, Gincko