Marvada Pinga (Zenaide)
Água de cana
Alma de satanás
Setenta capeta
Não faz o que a pinga faz
Desce pinga, buraco sem fim
E que não encontre figo nem rim
Aceita, estâmu quer leite
A marvada pinga que corre nas veia
Dissolve as tripa, sapeca o estâmu
E dizima as lombriga
E nesse ponto até que é bom
Mas tirando esse ponto a coisa é feia
Deixa a cara inchada e vermeia
Faz homem dormir na escada da igreja
E não deixa ele entrar de vergonha
É que a Zenaide me largou
Não esqueço do cheiro e nem do sabor
Não esqueço o dia em que tudo começou
E pra parar com isso eu mergulho na pinga
Desse jeito que eu tô
Não vai sobrar mais nada pra contar história
E o pior é que não é nada disso que eu quero
Eu troquei a Zenaide por pinga
Marvada Pinga (Zenaide)
Aguardiente
Alma del diablo
Setenta caipirinhas
No hace lo que hace la pinga
Baja pinga, agujero sin fin
Y que no encuentre higo ni riñón
Acepta, queremos leche
La maldita pinga que corre por las venas
Diluye las tripas, alborota el estómago
Y diezma las lombrices
Y en ese punto hasta que es bueno
Pero quitando ese punto la cosa es fea
Deja la cara hinchada y enrojecida
Hace que el hombre duerma en la escalera de la iglesia
Y no lo deja entrar por vergüenza
Es que Zenaide me dejó
No olvido el olor ni el sabor
No olvido el día en que todo comenzó
Y para parar con esto me sumerjo en la pinga
De esta manera en la que estoy
No va a quedar nada más que contar
Y lo peor es que no es nada de lo que quiero
Cambié a Zenaide por pinga
Escrita por: Mário / Marco / Cristiano Lemos