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Caballo a Vapor

Marco Mattoli

Cavalo a Vapor

Meu pai
Aos dezessete anos montou
Pela primeira vez um cavalo de ferro a vapor
Partiu dali da Central do Brasil
Foi no infinito, foi tanta coisa que ele viu

Meu pai
Aos dezessete anos montou
Pela primeira vez um cavalo de ferro a vapor
Partiu dali da Central do Brasil
Foi no infinito, foi tanta coisa que ele viu

O número da locomotiva
Ele jamais se esqueceu
2 0 1 927 16
2 0 1 927 16

Meu pai
Quando eu tinha 17 me entregou
Uma arma, uma enxada e um facão
Vai la
Siga o seu caminho vai em frente
Que a vida é a corrente
A se quebrar

Meu pai
Quando eu tinha 17 me entregou
Uma arma, uma enxada e um facão
Vai la
Siga o seu caminho vai em frente
Que a vida é a corrente
A se quebrar

Porque Ogum abre os caminhos
Mas quem anda neles sou eu
Pai eu sou filho de Ogum, Ogum iê
Pai eu sou filho de Ogum, filho de Ogum

Caballo a Vapor

Mi viejo
A los diecisiete años montó
Por primera vez un caballo de hierro a vapor
Partió desde la Central do Brasil
Fue hacia el infinito, vio tantas cosas

Mi viejo
A los diecisiete años montó
Por primera vez un caballo de hierro a vapor
Partió desde la Central do Brasil
Fue hacia el infinito, vio tantas cosas

El número de la locomotora
Nunca lo olvidó
2 0 1 927 16
2 0 1 927 16

Mi viejo
Cuando yo tenía 17 años me entregó
Un arma, una azada y un machete
Ve
Sigue tu camino, sigue adelante
Porque la vida es como una corriente
Que se rompe

Mi viejo
Cuando yo tenía 17 años me entregó
Un arma, una azada y un machete
Ve
Sigue tu camino, sigue adelante
Porque la vida es como una corriente
Que se rompe

Porque Ogum abre los caminos
Pero quien camina por ellos soy yo
Viejo, soy hijo de Ogum, Ogum iê
Viejo, soy hijo de Ogum, hijo de Ogum

Escrita por: Marco Mattoli