395px

Contrarios

Marco Vilane

Opostos

Não é preciso ter destino, apenas ir
por este mar moreno que é o mar daqui
navegar, naufragar.
Não é preciso ter caminho, é só andar
Por sobre as pedras que o caminho as vezes dá.
Se perder, se encontrar.

Nada é tanto de tudo preciso como a gente tenta crer
Se era pra voar pra que foi que me deu pernas?
De tudo preciso nada tanto impreciso acontecer
Se é pra navegar pra que foi que me deu terra?

Eu silencio você tempestade
Eu alarde você calmaria
Quando eu noite você dia
Eu o fogo você a centelha
Eu a reta você linha torta
Quando eu saída você porta

Contrarios

No es necesario tener destino, solo ir
por este mar moreno que es el mar de aquí
navegar, naufragar.
No es necesario tener camino, solo caminar
Sobre las piedras que a veces el camino da.
Perderse, encontrarse.

Nada es tan necesario como todo lo que intentamos creer
Si era para volar, ¿por qué me diste piernas?
De todo lo necesario, nada tan impreciso sucede
Si es para navegar, ¿por qué me diste tierra?

Yo silencio, tú tormenta
Yo alarma, tú calma
Cuando yo noche, tú día
Yo el fuego, tú la chispa
Yo la recta, tú la línea torcida
Cuando yo salida, tú puerta

Escrita por: Marco Vilane