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Noche de Nostalgia

Marcos Assumpção

Noite de Saudade

A noite vem pousando devagar
Sobre a terra que inunda de amargura…
E nem sequer a bênção do luar
A quis tornar divinamente pura…


Ninguém vem atrás dela a acompanhar
A sua dor que é cheia de tortura…
E eu ouço a noite imensa soluçar!
E eu ouço soluçar a noite escura!


Por que é assim tão ´scura, assim tão triste?!
É que, talvez, ó noite, em ti existe
Uma saudade igual à que eu contenho!


Saudade que eu nem sei donde me vem…
Talvez de ti, ó noite!… Ou de ninguém!…

Que eu nunca sei quem sou, nem o que tenho!

Noche de Nostalgia

La noche llega posándose lentamente
Sobre la tierra que se inunda de amargura...
Y ni siquiera la bendición de la luna
Quiso volverla divinamente pura...

Nadie viene detrás de ella para acompañar
Su dolor que está lleno de tortura...
¡Y escucho a la inmensa noche sollozar!
¡Y escucho sollozar a la noche oscura!

¿Por qué es así de oscura, así de triste?!
¿Es que, tal vez, oh noche, en ti existe
Una nostalgia igual a la que yo contengo?

Nostalgia que ni siquiera sé de dónde viene...
¡Tal vez de ti, oh noche!... ¡O de nadie!...
¡Que nunca sé quién soy, ni lo que tengo!

Escrita por: Marcos Assumpção Em Poemas De Florbela Espanca