395px

Rubras Horas

Marcos Assumpção

Horas Rubras

Horas profundas, lentas e caladas
feitas de beijos sensuais e ardentes,
de noites de volúpia, noites quentes
onde há risos de virgens desmaiadas


Ouço as olaias rindo desgrenhadas...
tombas astros em fogo, astros dementes
e do luar, os beijos languescentes
são pedaços de prata pelas estradas...


Os meus lábios são brancos como lagos...
os meus braços são leves como afagos,
vestiu-os o luar de sedas puras...


Sou chama e neve branca misteriosa...
e sou talvez na noite voluptuosa
ó meu poeta, o beijo que procuras

Rubras Horas

Horas profundas, lentas y silenciosas
hecho de besos sexys y ardientes
de noches de volupia, noches cálidas
donde hay risas de vírgenes inconscientes


Oigo a los orinales reír desaliñados
estrellas abajo en llamas, estrellas dementes
y la luz de la luna, los besos languidecientes
Son piezas de plata en las carreteras


Mis labios son blancos como lagos
mis brazos son tan ligeros como los golpes
los vestía a la luz de la luna de sedas puras


Soy llama y misteriosa nieve blanca
y tal vez estoy en la noche voluptuosa
Oh, poeta mío, el beso que buscas

Escrita por: Marcos Assumpção Em Poemas De Florbela Espanca