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Paladino

Marcos Brey

Paladino

Pele mordida, ferida
Lençóis e arranhões
Carícias no ouvido
De palavras macias

Quem nunca se perdeu?
Quem nunca escolheu amar?
E se viu banido
Do mundo que inventou?

Deixa eu te amar
Sentir tua pele em meu rosto
Não quero o desgosto
De viver sem suspirar
Guerreiro Paladino eu vou
Sem glória e sem fama
Coração pujante, já é contumaz

Olhos nus, nos enganam
Mostram o que não vemos
Não disse: Dissimule
O que não se esconde

Quem nunca se perdeu?
Quem nunca escolheu amar?
E quis ver o Sol
Nas manhãs cinzas?

Paladino

Pele mordida, herida
Sábanas y arañazos
Caricias en el oído
De palabras suaves

¿Quién nunca se ha perdido?
¿Quién nunca ha elegido amar?
Y se ha visto desterrado
Del mundo que inventó?

Déjame amarte
Sentir tu piel en mi rostro
No quiero la aflicción
De vivir sin suspirar
Guerrero Paladino, voy
Sin gloria y sin fama
Corazón valiente, ya es habitual

Ojos desnudos, nos engañan
Muestran lo que no vemos
No dijo: Disimula
Lo que no se esconde

¿Quién nunca se ha perdido?
¿Quién nunca ha elegido amar?
¿Y ha querido ver el Sol
En las mañanas grises?

Escrita por: Marcos Brey