395px

Frevo Nuevo

Marcos Valle

Frevo Novo

Eu não quero ser rei, nem rainha, nem dama
Não danço com nêga baiana
Não quero calunga nas mãos

Parafuso, tesoura, cordão saca-rolha
Mulata, não seja teimosa
E acerta o seu passo no meu

Quando eu danço o meu frevo eu esqueço a vida
Parece que eu me transporto
Ao tempo em que o tempo vinha
Do tempo do passo-chão
Dançado de pé no chão
Fervendo, frevendo o frevo
Frevando na confusão

Hoje eu passo um compasso de um tempo novo
Compasso de pés no espaço
Calçando alumínio e aço
Na roda dos caminhões
Na rota dos aviões
É som de metal vibrando
Abafando recordações

Parafuso girando, girando complexo
Eu busco na essência do sexo
A verdade contida no amor

Eu não quero ser rei, nem rainha, nem dama
Só quero uma nêga baiana
Despida e vestida de amor

(Me faça de rei, baiana
Que eu dispo e te visto de amor)

Frevo Nuevo

No quiero ser rey, ni reina, ni dama
No bailo con negra bahiana
No quiero calunga en las manos

Tornillo, tijera, sacacorchos
Mulata, no seas terca
Y ajusta tu paso al mío

Cuando bailo mi frevo olvido la vida
Parece que me transporto
Al tiempo en que el tiempo venía
Del tiempo del paso bajo
Bailado de pie en el suelo
Hirviendo, frevando el frevo
Frevando en la confusión

Hoy marco un compás de un tiempo nuevo
Compás de pies en el espacio
Calzando aluminio y acero
En la rueda de los camiones
En la ruta de los aviones
Es el sonido del metal vibrando
Ahogando recuerdos

Tornillo girando, girando complejo
Busco en la esencia del sexo
La verdad contenida en el amor

No quiero ser rey, ni reina, ni dama
Solo quiero una negra bahiana
Desnuda y vestida de amor

(Hazme rey, bahiana
Que yo te desvisto y te visto de amor)

Escrita por: Marcos Valle / Paulo Sérgio Valle