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Ausente

Margarida Guerreiro

Ausente

Adeus, oh minha gente
Vou fazer-me à dura estrada
Minh'alma ardentemente
Quer erguer-se e está prostrada.
Longe está meu horizonte
Uma luz resta-me ao longe
Qual fogueira em alto monte.

Adeus oh minha gente
A quem vejo arrependidos
As mãos que me negaram
Já mas deram como amigos.
Mas dentro de mim arde
Um sossego abrasador
Do alentejo em fim de tarde.

Adeus, oh minha gente
Venham ver-me à despedida
Nasci no lado errado
No lado errado da vida.
Partindo, fico ausente
Nem memória vou guardar
Adeus oh minha gente…. adeus……………………….

Ausente

Adiós, oh mi gente
Me embarco en el duro camino
Mi alma ardientemente
Quiere elevarse y está postrada.
Lejos está mi horizonte
Una luz me queda a lo lejos
Como una fogata en lo alto de la montaña.

Adiós, oh mi gente
A quienes veo arrepentidos
Las manos que me negaron
Nunca me dieron amistad.
Pero dentro de mí arde
Una calma abrasadora
Del Alentejo al final de la tarde.

Adiós, oh mi gente
Vengan a verme en la despedida
Nací en el lado equivocado
En el lado equivocado de la vida.
Al partir, me vuelvo ausente
No guardaré ningún recuerdo
Adiós, oh mi gente... adiós...

Escrita por: Custódio Castelo / Jorge Fernando