Memória da Pele
Eu já esqueci você tento crer
Seu nome, sua cara, seu jeito, seu odor
Sua casa, sua cama, sua carne, seu suor
Eu pertenço à raça da pedra dura
Quando enfim juro que esqueci
Quem se lembra de você em mim, em mim
Não sou eu, sofro e sei
Não sou eu, finjo que não sei, não sou eu
Sonho bocas que murmuram
Tranço em pernas que procuram, enfim...
Não sou eu, sofro e sei
Quem se lembra de você em mim, eu sei, eu sei...
Bate é na memória da minha pele
Bate é no sangue que bombeia na minha veia
Bate é no champanhe que borbulhava na sua taça
E que borbulha agora na minha cabeça
Eu já esqueci você, tento crer
Nesses lábios que meus lábios sugam de prazer
Sugo sempre, busco sempre a sonhar em vão
Cor vermelha, sua boca, coração.
Memoria de la Piel
Ya te he olvidado, intento creer
Tu nombre, tu cara, tu forma, tu olor
Tu casa, tu cama, tu carne, tu sudor
Pertenezco a la raza de la piedra dura
Cuando finalmente juro que te olvidé
¿Quién te recuerda en mí, en mí?
No soy yo, sufro y sé
No soy yo, finjo que no sé, no soy yo
Sueño con bocas que murmuran
Enredadas en piernas que buscan, al fin...
No soy yo, sufro y sé
Quién te recuerda en mí, yo sé, yo sé...
Golpea en la memoria de mi piel
Golpea en la sangre que bombea en mis venas
Golpea en el champán que burbujeaba en tu copa
Y que ahora burbujea en mi cabeza
Ya te he olvidado, intento creer
En esos labios que mis labios succionan de placer
Siempre succiono, siempre busco soñar en vano
Color rojo, tu boca, corazón.
Escrita por: João Bosco / Waly Salomão