Tá tudo aceso em mim
Tá tudo assim tão claro
Tá tudo brilhando em mim
Tudo ligado, como se eu
Fosse um morro iluminado
Por um âmbar elétrico
Que vazasse nos prédios
E banhasse a lagoa até São Conrado
E ganhasse as canoas
Aqui do outro lado
Tudo plugado, tudo me
Ardendo
Tá tudo assim
Queimando em mim
Feito um salva de fogos
Desde que sim, eu vim
Morar nos seus olhos
Tá tudo assim
Queimando em mim
Como um salva de fogos
Desde que sim, eu vim
Morar nos seus olhos
Eu quero um colo, um berço
Um braço quente em
Torno ao meu pescoço
Uma voz que cante baixo
E pareça querer me fazer chorar
Eu quero um calor no inverno
Um extravio morno da minha consciência
E depois, sem som, um sonho calmo
Num espaço enorme
Como a Lua rodando
Entre as estrelas