Modinha
Na solidão da minha vida,
morrerei, querida, do teu desamor,
muito embora me desprezes,
te amarei constante,
sem que a ti distante
chegue a longe e triste voz do trovador.
Feliz te quero! Mas se um dia
toda essa alegria se mudasse em dor,
ouvirias do passado, a voz do meu carinho
repetir baixinho, a meiga e triste confissão
do meu amor.
Modinha
En la soledad de mi vida,
moriré, querida, por tu desamor,
aunque me desprecies,
te amaré constante,
sin que a ti distante
llegue la lejana y triste voz del trovador.
¡Feliz te quiero! Pero si un día
toda esta alegría se convirtiera en dolor,
oirías del pasado, la voz de mi cariño
repetir suavemente, la tierna y triste confesión
de mi amor.
Escrita por: HEITOR VILLA LOBOS / Manduca Piá