395px

22º Piso

Maria Luiza Jobim

22º Andar

Toda vez que eu pego aquele táxi amarelo
As luzes correm soltas feito sentinelas
Na cidade que não sabe mais parar
Uma nave risca o céu a transformar
E mesmo o meu avô sendo piloto
Eu olho pro céu e imagino o sufoco

E eu volto ao vigésimo segundo andar
Onde quase tudo parecia me esperar
Tempo aqui é coisa farta e tem à beça
Faço hora mas ninguém aqui me apressa

Com bilhetes sigo as quatro estações
Já comprei o peixe e o vinho pro jantar
Não demora vê se pega o trem certo
Contar mentiras nesse cais e céu aberto

E eu volto ao vigésimo segundo andar
Onde quase tudo parecia me esperar
Tempo aqui é coisa farta e tem à beça
Faço hora mas ninguém aqui me apressa
E mesmo o meu avô sendo piloto
Eu olho pro céu e imagino o sufoco

22º Piso

Cada vez que tomo ese taxi amarillo
Las luces corren libres como centinelas
En la ciudad que ya no sabe detenerse
Una nave surca el cielo transformándolo
Y aunque mi abuelo sea piloto
Miro al cielo e imagino el apuro

Y regreso al vigésimo segundo piso
Donde casi todo parecía esperarme
El tiempo aquí es abundante y sobra
Paso el tiempo pero nadie me apura

Con boletos sigo las cuatro estaciones
Ya compré el pescado y el vino para la cena
No tardes, asegúrate de tomar el tren correcto
Contar mentiras en este muelle y cielo abierto

Y regreso al vigésimo segundo piso
Donde casi todo parecía esperarme
El tiempo aquí es abundante y sobra
Paso el tiempo pero nadie me apura
Y aunque mi abuelo sea piloto
Miro al cielo e imagino el apuro

Escrita por: Lucas Vasconcellos / Maria Luiza Jobim