22º Andar
Toda vez que eu pego aquele táxi amarelo
As luzes correm soltas feito sentinelas
Na cidade que não sabe mais parar
Uma nave risca o céu a transformar
E mesmo o meu avô sendo piloto
Eu olho pro céu e imagino o sufoco
E eu volto ao vigésimo segundo andar
Onde quase tudo parecia me esperar
Tempo aqui é coisa farta e tem à beça
Faço hora mas ninguém aqui me apressa
Com bilhetes sigo as quatro estações
Já comprei o peixe e o vinho pro jantar
Não demora vê se pega o trem certo
Contar mentiras nesse cais e céu aberto
E eu volto ao vigésimo segundo andar
Onde quase tudo parecia me esperar
Tempo aqui é coisa farta e tem à beça
Faço hora mas ninguém aqui me apressa
E mesmo o meu avô sendo piloto
Eu olho pro céu e imagino o sufoco
22º Piso
Cada vez que tomo ese taxi amarillo
Las luces corren libres como centinelas
En la ciudad que ya no sabe detenerse
Una nave surca el cielo transformándolo
Y aunque mi abuelo sea piloto
Miro al cielo e imagino el apuro
Y regreso al vigésimo segundo piso
Donde casi todo parecía esperarme
El tiempo aquí es abundante y sobra
Paso el tiempo pero nadie me apura
Con boletos sigo las cuatro estaciones
Ya compré el pescado y el vino para la cena
No tardes, asegúrate de tomar el tren correcto
Contar mentiras en este muelle y cielo abierto
Y regreso al vigésimo segundo piso
Donde casi todo parecía esperarme
El tiempo aquí es abundante y sobra
Paso el tiempo pero nadie me apura
Y aunque mi abuelo sea piloto
Miro al cielo e imagino el apuro
Escrita por: Lucas Vasconcellos / Maria Luiza Jobim