Silêncio
O caminho se faça
Senão abro com faca
Meu corpo
Faca, fome, fala que não cala
Sou dinamite, explosão
Um corpo vivendo solidão
Eu sou epidemia de amor
Negada pelo teu silêncio
Eu sou ódio plantado na ausência
Do estado que plantaram em mim
O caminho se faça
Cana a gente descasca
A boca aberta, amassa, chupa, suga o caldo
Se purifica em minha mão
A chuva não vai parar
A entrada da cidade transborda
A estrada é a piscina
Eu sou epidemia de amor
Negada pelo teu silêncio
Eu sou ódio plantado na ausência
Do estado que plantaram em mim
Litrão barato
Sonhos raros
Caros, eles riem
Há quem pense outra cidade
Num bar da silva jardim
Desempregados, suicidados
Pelas reservas do pré-sal
Eu sou epidemia de amor
Negada pelo teu silêncio
Eu sou ódio plantado na ausência
Do estado que plantaram em mim
Eu sou epidemia de amor
Negada pelo teu silêncio
Eu sou ódio plantado na ausência
Do estado que plantaram em mim
Silencio
El camino se hace
Sino abro con cuchillo
Mi cuerpo
Cuchillo, hambre, palabras que no callan
Soy dinamita, explosión
Un cuerpo viviendo en soledad
Soy epidemia de amor
Negada por tu silencio
Soy odio plantado en la ausencia
Del estado que sembraron en mí
El camino se hace
Caña que pelamos
La boca abierta, amasa, chupa, sorbe el caldo
Se purifica en mi mano
La lluvia no va a parar
La entrada de la ciudad se desborda
La carretera es la piscina
Soy epidemia de amor
Negada por tu silencio
Soy odio plantado en la ausencia
Del estado que sembraron en mí
Litro barato
Sueños raros
Caros, ellos ríen
Hay quien piensa en otra ciudad
En un bar de la avenida Silva Jardim
Desempleados, suicidados
Por las reservas del pre-sal
Soy epidemia de amor
Negada por tu silencio
Soy odio plantado en la ausencia
Del estado que sembraron en mí
Soy epidemia de amor
Negada por tu silencio
Soy odio plantado en la ausencia
Del estado que sembraron en mí