Suspenso no ar
Seus dedos procuram brinquedos
Pelos meu degredos
Parecem lançar torpedos
Sobre meus segredos a me desbravar
Fazem crispar meus pêlos
É um desespero...
Eu sinto meu cheiro suspenso no ar
Parece que nunca amanhece
E a gente enlouquece nesse dedilhar
Desejos, suaves manejos
Eu busco seu beijo a lhe ofertar
Meus seios como dois arreios pra você montar, bem devagar
Sem freios, seguimos alheios
E num devaneio me ponho a rezar
Na prece, a gente se despe
E eu de joelhos me faço de altar
E quando a chama esvanece
Um cheiro, porém, permanece suspenso no ar
Suspense en el aire
Tus dedos buscan juguetes
Por mis secretos
Parecen lanzar torpedos
Sobre mis secretos para desentrañar
Hacen erizar mis vellos
Es desesperante...
Siento mi olor suspendido en el aire
Parece que nunca amanece
Y enloquecemos con este dedillear
Deseos, suaves manejos
Busco tu beso para ofrecerte
Mis pechos como dos arreos para que montes, bien despacio
Sin frenos, seguimos ajenos
Y en un devaneo me pongo a rezar
En la plegaria, nos desnudamos
Y de rodillas me convierto en altar
Y cuando la llama se desvanece
Un olor, sin embargo, permanece suspendido en el aire
Escrita por: Marceu Vieira / Tuninho Galante